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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Dúvidas Comuns sobre a Prática da Cartomancia

   Algumas das perguntas mais frequentes que recebo sobre a leitura de oráculos de cartas envolvem o tema do embaralhamento e a disposição das cartas. Quantas vezes é correto embaralhar? E se caírem cartas durante o processo, devo considerar? Com qual mão espalho o baralho sobre a mesa ou seleciono as cartas? Preciso usar sempre uma toalha branca?
   Vamos falar sobre essas dúvidas comuns dentre os iniciantes na Cartomancia e em práticas oraculares como um todo. E para começar esclarecendo sobre o tema, a verdade é que não existem regras universais que se apliquem a todos os cartomantes e suas abordagens com os oráculos, mas muitas pessoas seguem tradições que lhe foram ensinadas por professores e mestres, ou desenvolvem as suas próprias práticas pessoais com o tempo.

Embaralhando: É essencial que as cartas sejam bem embaralhadas antes de uma leitura, portanto, sugiro que embaralhe no mínimo 7 vezes, ficando livre para optar pelo número de preferência para quantas vezes as cartas serão sortidas entre si. Há quem embaralhe 9, 10, 13 ou até 22 vezes, de acordo com o que considera mais simbolicamente apropriado. Se você possui um número que considera sagrado ou particularmente poderoso, tente embaralhar esse número de vezes e observe o resultado. O importante é que você ou o consulente não sejam capazes de influenciar (conscientemente ou não) na escolha das cartas, runas ou objetos que compõem a ferramenta oracular.

Cartas saltadas: Quando uma carta ou mais caem para fora do baralho enquanto ele é embaralhado, é comum que cartomantes observem qual é a carta que saltou, e considerem a mensagem que ela pode estar transmitindo dentro do contexto da leitura. Porém, essa não é uma regra geral, e vai do oraculista identificar uma sincronicidade atuando nessas situações para revelar mais detalhes, ou concluir que foi apenas um mau jeito no manuseio, sem um propósito maior no ocorrido.

Mão de prática: Em verdade, eu sugiro que se use a mão dominante (a que você escreve) para espalhar e escolher as cartas, pois é a que pode imantar intenções e perguntas no oráculo de forma mais direta num ponto de vista espiritual. Mas como tudo na cartomancia, se você segue uma tradição que determina uma mão específica para essa finalidade, ou dita que as mãos precisam estar devidamente preparadas antes de tocar no baralho - limpas, com perfume, ungidas, com anéis ou acessórios específicos, etc -, siga sua tradição. É sempre recomendável que as mãos sejam lavadas logo antes do manuseio dos Oráculos, para evitar que a sujeira e a oleosidade das mãos seja transmitida para a ferramenta.

Permissão de toque: Em leituras para outras pessoas, há oraculistas que permitem que o consulente escolha e pegue as cartas que serão interpretadas, mas também há os que preferem que não haja contato físico de outros indivíduos com seu baralho. Há diversos fatores que podem ser levantados aqui, como as já citadas sujeiras físicas e também energéticas que podem ser transmitidas para o instrumento por meio do toque, o manuseio descuidado que algumas pessoas exibem (entortando ou amassando as cartas com movimentos bruscos), e também o fato de que boa parte dos cartomantes estão acostumados a escolher as cartas enquanto mentalizam a questão, da forma como acreditam surtir uma melhor resposta. Mas cabe acrescentar que os consulentes gostam da experiência de interagir com o oráculo durante a consulta presencial, e há aqueles que não aprovarão a ideia de serem proibidos de escolher as cartas que serão interpretadas, então vale a pena refletir sobre sua política quanto a essa questão.

Superfície de leitura: Toalhas e panos para tiragens são úteis pois protegem as cartas da umidade, sujeira e outros danos que podem ser causados pelo contato com algumas superfícies. Porém, não há obrigatoriedade quanto à cor, o formato, o tecido ou o tamanho da toalha, só precisam ser adequadas à sua prática. Há quem opte por tecidos de cores que representem determinados propósitos mágicos (branco = harmonia e clareza nas leituras, preto = proteção energética, roxo = espiritualidade, sabedoria e intuição, etc), ou escolha símbolos que tenham relação com seu caminho, mas esses detalhes vão de cada oraculista. Também há tradições que sugerem o uso de toalhas de cetim, veludo ou tecidos similares, possivelmente pela qualidade dos mesmos, e/ou por atribuições simbólicas que podem vir a ter.

A sanar dúvidas que já tive,
   Alannyë Daeris 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Instrumentos Mágicos: Parte 2 - O Caldeirão

Óleo em tela por David Cheifetz

   O Caldeirão é um instrumento quase sempre presente no altar de um praticante de bruxaria. Ele representa o Sagrado Feminino, o útero da Deusa, onde ocorrem as principais transformações para criar a vida. É ligado ao elemento éter/espírito, pois une todos os outros (embora há quem o considere do elemento água).
    A simbologia do caldeirão envolve fertilidade, inspiração, abundância, bênçãos, divinação. É utilizado como meio para criar feitiços, cozinhando ou queimando ervas, queimando os pedidos que temos, para cozinhar, ou na preparação de poções. Ao comprar seu caldeirão, você deve ter em mente a finalidade para que seu caldeirão será utilizado, para assim definir o material de fabricação do mesmo.
   É comum observar praticantes de magia com caldeirões diferentes de acordo com suas finalidades. Por exemplo, caso você utilize um caldeirão de ferro para queimar ervas, ele pode facilmente acabar enferrujando. Claro que nem todos precisam ser tradicionalmente de ferro, pois existem outros em materiais que podem lhe servir de formas diferentes.
   É possível encontrar pequenas panelas de ferro, cerâmica ou barro que funcionam como caldeirões; isso varia da sua necessidade. Não se desespere caso você não encontre aquele caldeirão de bruxa clássico, pois não são tão fáceis de encontrar. Além do mais, quando se trata de magia, não há diferença alguma entre uma pequena panela de barro e um caldeirão de ferro com tampa e três pés. O importante é que ele lhe seja útil e funcione magicamente.
   Caso você queira personalizar seu caldeirão para depositar nele suas energias, você pode desenhar ou pintar em sua superfície alguns símbolos relacionados ao Sagrado Feminino, como a triluna ou pentáculos; quaisquer símbolos similares, visto que é um dos instrumentos mais ligado a Deusa, a feminilidade e à transformação.

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   Usando o Caldeirão magicamente!


   Em rituais sazonais, encha seu caldeirão de ervas, folhas e flores da estação. Não gosta de ver as flores murcharem? Não tem problema. Encha-o com perfumes florais ou mesmo água fresca com essências; chás de ervas como camomila ou calêndula servem para este propósito também.
   No inverno, você pode queimar ramos caídos, ou apenas acender uma chama para simbolizar a volta do calor e do sol.
 
   O Scrying é uma prática divinatória frequentemente realizada com o auxílio de um caldeirão. Pode ser feito de duas maneiras: uma consiste em enchê-lo de água - ou outro líquido -, e observar no interior do caldeirão, até que imagens se formem e você consiga predizer o futuro. A outra maneira envolve atear fogo no interior do caldeirão, e sentar em frente a ele, tentando discernir imagens e situações a partir das chamas. Ambas as técnicas de Scrying requerem bastante treino e uma intuição afiada.
   Dica: antes de realizar Scrying em seu caldeirão, ferva um chá de artemísia ou de hibisco nele. Não tem como? Então tente esfregar algumas flores de hibisco, amor-perfeito, cascas de laranja, ou algumas folhas de alface nas paredes de dentro de seu caldeirão. Essas ervas potencializam a divinação e ajudam bastante na intuição!

   ☾ Scrying da Lua Cheia

   Encha seu caldeirão - ou uma tigela com o fundo liso, preferencialmente preta ou branca, caso você não possua um caldeirão - com água durante uma Lua Cheia. Coloque o caldeirão sob a luz direta do luar por pelo menos uma hora.
   Prepare o lugar onde você realizará seu Scrying (que pode ser no interior de casa, afastado da luz da Lua), e purifique-o com um incenso de sua preferência. Trace o círculo mágico, se for de seu costume, e sente-se em frente ao caldeirão. Acenda uma vela branca, sendo ela a única iluminação além da Lua, caso você esteja fora de casa. Peça para os Deuses, a Deusa, ou alguma divindade específica de seu culto lhe acompanhe durante essa divinação. Peça também que lhe auxiliem a discernir o que é verdadeiro através das águas do seu caldeirão, e concentre-se. Deixe sua mente lhe guiar enquanto observa a água dentro do caldeirão.
   Quando sentir que não há mais nada para ver, agradeça aos Deuses ou à divindade que você invocou antes pelas visões, e jogue a água e os restos da vela em algum lugar verde, como um gramado ou um jardim.

Para saber mais: Scrying.

   A atividade mágica mais recorrente quando se trata de caldeirão costuma ser a queima de ervas ou a queima de pedidos. Podem ser feitas juntas ou separadas, e também são uma das formas de feitiços mais simples, visto que são simples e rápidas de realizar.
   A queima de pedidos consiste em anotar em vários papéis tudo aquilo que você deseja, de maneira sucinta e direta. Vale também escrever runas e símbolos relacionados com os desejos que você queimará. E, se quiser complementar, basta adicionar ervas igualmente relacionadas com os pedidos escritos nos papéis. Então, ateie fogo no caldeirão.
   As ervas queimadas no caldeirão, por sua vez, costumam possuir finalidades mais amplas. É preciso apenas colocar um punhado de ervas que tenham a mesma propriedade em comum - prosperidade, por exemplo - e deixar o caldeirão em chamas, com o auxílio de óleos ou de álcool, preferencialmente álcool de cereais. Ao queimar, visualize essa propriedade chegando em sua vida. Depois, deposite as cinzas em um jardim ou gramado, e limpe bem seu caldeirão.

Para saber mais: Ervas MágicasErvas e Compêndio de Ervas

   Além da queima de pedidos e de ervas, é possível adicionar ao caldeirão o nome de pessoas que você quer afastar de sua vida, realizando um banimento não só de situações e energias, mas também de pessoas.

    Feitiço de banimento

   Escolha uma noite de Lua Minguante para que seu feitiço tenha ainda mais poder. Prepare o lugar para o feitiço, e trace o círculo mágico, caso seja de seu costume. Coloque em seu caldeirão um pouco de manjericão, alho e cravo-da-índia, e ateie fogo, com a ajuda de álcool de cereais. Caso não tenha, utilize álcool de cozinha, ou óleos.
   Enquanto o fogo se espalha no caldeirão, vá adicionando o nome das pessoas que você deseja banir de sua vida. Escreva o nome de cada uma delas por completo - uma pessoa por papel -, e jogue os papéis no fogo. Enquanto queimam, visualize aquela pessoa indo embora de sua vida, para nunca mais voltar. Ande em sentido anti-horário ao redor do caldeirão. Deixe seus sentimentos fluírem, dançando, gritando, mas sempre focando no banimento dessa ou dessas pessoas de sua vida.
   Ao final, jogue os restos no lixo - porém, em algum lugar longe de sua casa.

   Queima de coisas e divinação não são as únicas coisas para que o caldeirão serve. Você também pode preparar poções e banhos mágicos, ainda que isso exija um pouco mais de trabalho. Dependendo do tamanho e do formato do seu caldeirão, é possível levá-lo ao fogo - no fogão ou com a ajuda de velas, colocando seu caldeirão em um suporte alto sobre a chama. Se isso for possível, então há mais algumas dicas para você!
   Banhos mágicos são bastante simples, e se parecem com um chá. Geralmente são feitos em panelas de um litro ou mais, mas podem ser feitos em menor quantidade em um caldeirão pequeno. Para fazer um banho mágico, adicione as ervas relacionadas com o que você deseja obter magicamente em um caldeirão cheio de água. Leve ao fogo, deixe ferver, coe e espere amornar. Após seu banho higiênico, jogue esse preparado sobre seu corpo, visualizando-se recebendo as bênçãos e realizando seus objetivos. Deposite as ervas em um gramado, ou separe-as para um outro feitiço.

Para saber mais: Banhos Mágicos e Poções

   ☾ Alguns lembretes sobre o uso do seu caldeirão:
   Evite usar o mesmo caldeirão que você usa para fazer poções para queimar pedidos e ervas. Isso porque a queima geralmente deixa muitos resíduos, que podem contaminar suas poções - tanto física quanto energeticamente. Purifique seu caldeirão de queima sempre que terminar de utilizá-lo.
   Se o seu caldeirão for de ferro, após lavá-lo, seque-o em fogo alto, e tome cuidado com arranhões e fissuras, para que não enferruje.

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Mais sobre caldeirões:
Dançando ao redor do caldeirão.
   Alannyë Daeris.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Instrumentos Mágicos: Parte 1

Foto por Alannyë Daeris. Meus altares e cantinho de estudos há um ano atrás.

   Os Instrumentos Mágicos, também conhecidos como Instrumentos Ritualísticos, são objetos utilizados por bruxos, magistas e praticantes de magia de diversos sistemas mágicos e vertentes. Esses instrumentos auxiliam em atividades mágicas variadas, como rituais, feitiços, poções, dentre outras.
   São utilizados em quase todas as vertentes da Bruxaria, desde a Bruxaria Tradicional até a Wicca, e em vários outros sistemas mágicos. As simbologias e usos dos instrumentos podem variar de acordo com a tradição e vertente. Nem todas as vertentes de Bruxaria utilizam instrumentos mágicos, e muitos praticantes defendem que esses objetos não são indispensáveis para atividades mágicas - no entanto, ajudam a manter a concentração e o foco.
   Cada instrumento mágico possui uma simbologia própria, que auxilia o praticante a se concentrar e focalizar sua intenção durante a realização de um ritual ou feitiço, mesmo que inconscientemente. Essa simbologia evoluiu através de vários séculos, desde as primeiras tradições pagãs até hoje, e seus diferentes significados também ganharam inúmeras atribuições mágicas. Portanto, existem várias formas de utilizar os instrumentos mágicos, e várias simbologias para cada um; cada praticante possui liberdade para usá-los - ou para optar não usá-los - da maneira como quiser.
   É comum que alguns instrumentos ritualísticos sejam confeccionados pelo próprio praticante, pois isso confere uma conexão mais profunda do bruxo, ou bruxa, com o instrumento. Se você não pode fabricar seus instrumentos mágicos sozinho, não se preocupe, pois não há nada de errado em comprá-los prontos, seja de um artesão ou de uma loja.

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Como escolher meus instrumentos mágicos?


   Primeiramente, você deve saber de que material eles são feitos. Evite plástico, visto que ele não é um bom condutor de energia, e isso é uma importante característica para instrumentos mágicos. Há ocasiões em que o plástico pode ser utilizado - para evitar que o magista entre em contato com energias -, porém são bastante específicas. Para simplificar: evite!
   Cada instrumento mágico possui uma simbologia e uma finalidade; portanto, estude-as para saber qual o material se encaixará melhor em suas práticas. Caldeirões, por exemplo, podem ser feitos de ferro, barro, cerâmica... escolha aquele que suprirá suas necessidades. Um caldeirão de cerâmica, na forma de um conjunto para fondue (exemplo), é uma escolha perfeita para quem tem costume de realizar muias poções. Para aqueles que costumam praticar magia na cozinha, uma panela de barro grande já serve como caldeirão. Mas para quem é mais eclético, um caldeirão de ferro pode ser a melhor opção.
   É essencial estudar todos os instrumentos mágicos, suas finalidades e simbologias pois é possível que você não sinta necessidade de ter todos. Nem todos os bruxos e bruxas possuem sinos, bastões e vassouras mágicas em seus altares, e isso é completamente normal, visto que cada praticante possui suas próprias crenças e práticas. Se funciona, é o que importa.

   Purificação e Consagração


   Antes de utilizar um instrumento mágico, é preciso purificá-lo e consagrá-lo. Isso serve tanto para instrumentos comprados ou feitos em casa.
   A purificação é o processo que retirará todas as energias acumuladas no instrumento mágico, de maneira que ele ficará pronto para a consagração, livre de quaisquer possíveis influências negativas para suas práticas mágicas. Já a consagração é o ato de depositar energias em seu instrumento mágico, para que ele sirva perfeitamente ao seu propósito.

Purificação


   Quanto mais são utilizados, maior a energia acumulada nos instrumentos, facilitando ainda mais a realização de magia com eles. No entanto, é preciso tomar cuidado para não acabar dependente dos instrumentos mágicos.
   Muitos bruxos e bruxas costumam purificar seus instrumentos com certa frequência - de seis em seis meses, no começo de cada Roda do Ano, ou em datas pré-estipuladas. Dessa forma, evitam se tornar dependentes dos seus instrumentos mágicos, e podem renovar as energias contidas neles com certa regularidade, para manter apenas energias benéficas à magia em seus objetos ritualísticos.

   ☾ Ritual simples de purificação

   Separe uma bacia com água e coloque um pouco de sal - grosso ou marinho, se possível -, e acrescente algumas ervas, como alecrim e sálvia. Trace o círculo mágico ao seu redor, se for de seu costume, e deixe os objetos que você quer purificar próximos a você.
   Molhe sua mão na água da bacia, preferencialmente a mão com que você escreve, e respingue a água no objeto. Enquanto você o salpica com as gotas de água, visualize que está purificando-o e retirando todas as energias acumuladas naquele objeto até então. Imagine as energias deixando o objeto, indo embora. Repita o gesto de jogar água no objeto três vezes.
   Se quiser falar algo durante a purificação - como por exemplo: "esteja purificado, que assim seja" -, deixe seu coração lhe guiar.

Para saber mais: Purificação.

Consagração


   Após a purificação, realiza-se a consagração, que é um ritual simples feito para tornar o objeto imbuído com magia e para direcionar essa magia às finalidades corretas. No ritual de consagração - que pode ser feito de várias maneiras -, o praticante dirá ao instrumento mágico para que ele servirá, e depositará energias no instrumento, tornando-o mágico e pessoal.

   ☾ Ritual simples de consagração

   Acenda um incenso de arruda ou sândalo. Caso não tenha, pode optar por um de sua preferência. Segure o objeto em uma mão e o incenso em outra, e envolva o objeto pela fumaça do incenso. Enquanto passa o objeto pela fumaça, diga qual será o propósito dele - mesmo que mentalmente.
   Exemplo: "Eu consagro esse incensário para que me sirva como um instrumento mágico durante minhas práticas. Que esse objeto me acompanhe e me auxilie em meu caminho."
   Então, desenhe um pentagrama no ar, sobre o objeto. Você pode terminar a consagração com uma frase, como por exemplo: "Com o auxílio do Ar, você está consagrado" ou "Com as bênçãos da Arruda (ou a erva do incenso que você escolheu), eu lhe consagro. Que assim seja.".

Para saber mais: Consagrando Objetos.

   Perguntas comuns


 Outras pessoas podem tocar nos meus instrumentos mágicos?
   Não é recomendável que se deixe outras pessoas tocarem. Cada pessoa possui uma carga energética própria, e isso pode acabar influenciando no desempenho do instrumento depois. Ou seja, sempre que alguém tocar em um dos seus objetos ritualísticos, purifique e consagre seu instrumento mágico novamente.

 Preciso ter um altar para guardar meus instrumentos mágicos?
   Não, você não é obrigado a ter um altar para manter seus instrumentos; pode guardá-los em uma gaveta, em uma bolsa, ou em uma caixa. Porém, guarde somente seus instrumentos mágicos e nenhum outro objeto nesse local que você escolher. É recomendável que você enrole-os em um tecido de cor preta, para que não absorvam impurezas ou energias quaisquer que possam estar no recinto.

☾ Como faço a limpeza física dos meus instrumentos?
   Você que sabe; pode fazer com água e sabão, ou com um pano úmido. Depende do material de que o instrumento mágico é feito. Caso queira purificar e reconsagrar o objeto, faça-o logo após a limpeza física.

 Posso dividir meus instrumentos mágicos com outro(a) bruxo(a)?
   Sim, pode! Nesse caso, não é necessário que se purifique e reconsagre os instrumentos toda vez que algum dos dois os utilizar; no entanto, é recomendável que ambos estejam presentes nos momentos de purificação e consagração. O mesmo se aplica para covens ou grupos que dividem seus instrumentos mágicos.

 Preciso ter todos os instrumentos mágicos? O que faço se um ritual pede um instrumento que ainda não tenho?
   Não, você não precisa ter todos os instrumentos mágicos. Seu maior templo é seu corpo, e você sempre pode improvisar com elementos da natureza. Os instrumentos mágicos servem como um apoio, porém não é estritamente necessário utilizá-los para que a magia dê certo.
   Caso você pretenda seguir uma "receita" pronta de ritual que peça um instrumento mágico que você não tem, é possível adaptar o ritual para retirar o uso de um ou mais instrumentos mágicos, mas isso geralmente requer uma experiência com magia um pouco mais avançada.
   Se você ainda não é muito experiente, procure rituais e/ou feitiços que não utilizem os instrumentos mágicos que você não tem, ou tente criar os seus próprios rituais - o que já conferirá uma maior carga energética para sua magia.

Um dos meus objetos ritualísticos quebrou. O que eu faço?
   Jogue fora. Instrumentos quebrados não servem para magia. Lembra da varinha quebrada do Ron em Harry Potter, que mais atrapalhava que ajudava? Então, é exatamente aquilo.
   Se apenas caiu um detalhe ou uma decoração, não tem problema colar de volta.

 Posso consagrar meus instrumentos mágicos para uma divindade?
   Poder, pode. Mas pense bem: uma vez que você consagrar seus instrumentos para uma divindade, utilize-os só com ela. A divindade pode se ofender caso você utilize-os em um trabalho mágico com outra entidade mágica, ou até mesmo com a motivação pela qual você está fazendo um trabalho mágico.
   Caso você realmente queira consagrar um instrumento mágico, consagre apenas um deles - com uma simbologia que tenha sentido - para uma divindade ou um casal de divindades. Assim, você pode deixar aquele instrumento ritualístico somente para atividades mágicas com a presença da divindade a quem você o consagrou, e fica mais fácil substituí-lo ou conseguir outro para as outras práticas mágicas sem a companhia divina.

 Não tenho dinheiro para comprar os instrumentos! O que faço?
   Improvise. Separe uma faca de cozinha qualquer com cabo preto para ser seu athame. Use uma pequena panela de barro ou de ferro para ser seu caldeirão. Arranje uma tigela com sal para substituir o incensário. O pentáculo e/ou prato de oferendas pode ser feito com um prato ou tábua de madeira redonda, basta pintar com tinta de madeira um pentagrama ou outros símbolos em sua superfície.
   Existem inúmeras maneiras de adaptar objetos normais para servirem como instrumentos mágicos, e também várias formas de confeccionar os seus próprios instrumentos - procure vídeos ou tutoriais e você com certeza encontrará dicas para a fabricação caseira das suas ferramentas ritualísticas.
   Detalhe: caso você improvise ou confeccione os seus instrumentos em casa, lembre-se que é necessário purificá-los e consagrá-los antes do uso. E utilize esses objetos somente para suas práticas mágicas. Nada de pegar uma faca da cozinha para ser seu athame e depois do ritual lavá-la e devolvê-la para a gaveta!
   Além de improvisar, um feitiço para prosperidade que dê uma forcinha para conseguir seus instrumentos mágicos sempre pode vir a calhar, não é mesmo?

   Feitiço para prosperidade financeira

   Na parte de baixo de uma vela verde, desenhe um cifrão ou uma runa de prosperidade, enquanto mentaliza a prosperidade financeira que você deseja. Unte-a com azeite de oliva e jogue bastante canela em pó ao redor da vela, enquanto permanece mentalizando a prosperidade.
   Coloque a vela em um pires ou tigela pequena, e deposite várias moedas ao redor. Opte por moedas de valor alto. Cada vez que você coloca uma moeda, visualize a prosperidade e o dinheiro que você quer. Mentalize o porquê você está fazendo esse feitiço, e se visualize completando esse objetivo - ou seja, usando seus instrumentos mágicos.
   Quando terminar de colocar as moedas, acenda a vela e deixe-a queimar até o fim. Se você quiser, pode falar algo em voz alta para fortalecer seu pedido por prosperidade financeira. Caso precise apagar a vela por quaisquer motivos, lembre-se de acendê-la novamente quando puder, até que ela queime por completo. Enterre as moedas e os restos da vela em um jardim ou coloque em algum lugar escondido onde haja vegetação como oferenda para os Gnomos.

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A ritualizar de varinha em mão,
   Alannyë Daeris.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dragon Magick: Magia Draconiana


   Magia Draconiana, ou Dragon Magick, caracteriza-se por ser todo o tipo de magia feita em companhia ou com o auxílio de Dragões. Não é uma forma de religião ou culto, mas sim uma forma de realizar magia com a presença e com a energia dos Dragões.

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   Sobretudo, é preciso começar compreendendo o que, ou quem são os Dragões. A denominação por si só tem um estereótipo fantástico, de seres alados e poderosos que tem o poder de soprar fogo e que estão presentes nos mais diversos livros fantasiosos, videogames e RPGs. Mas eles vão muito além disso.
   Há muitas divergências a respeito da história dos Dragões. Muitos afirmam que, um dia, eles povoaram a terra e voaram sobre nossos céus, mas devido à crueldade que notaram nos seres humanos, deixaram de viver no plano material em que vivemos, e passaram apenas a existir no plano astral. Alguns Dragões mantêm sua curiosidade pelos humanos, como guardiões, mas nem todos possuem esse desejo de manter contato ou de auxiliar.
   Outra versão afirma que os Dragões possuem seu próprio plano de existência, que embora não se manifeste fisicamente no nosso, é intrínseco e faz com que seja possível que possamos contatá-los. Por vezes, é dito que Deuses e Dragões dividem o mesmo plano; mas também diz-se que Dragões vivem em seu único plano, compartilhado com Gárgulas e outros seres mágicos, ainda possuindo a capacidade de interferir e contatar os outros planos.
   Apesar de serem citados como uma raça inteira, cada Dragão possui sua personalidade e seus gostos. Portanto, seja diplomático ao contatar Dragões, para não ofendê-los ou conseguir sua antipatia. Conheça-os, envolva-se com eles, para conquistar a confiança e ser digno de possuir o auxílio dos mesmos em suas práticas mágicas.
   Assim como os seres humanos, ou como outros seres mágicos, como as Fadas, cada Dragão possui suas particularidades, suas preferências, e também seu próprio código de honra e ética. Dragões levam seus códigos de honra muito a sério, portanto, caso você vá contra o código pessoal do mesmo, não espere auxílio ou amistosidade. Ter ética e honra é uma qualidade muito apreciada pelos Dragões, e essencial para qualquer praticante de Magia Draconiana.
   As descrições sobre como os Dragões se parecem possuem bastante variações, ainda que sempre sejam considerados grandes entidades reptilianas. Possuem asas, escamas, olhos similares aos dos répteis, embora a quantidade de asas e patas seja variável de acordo com a cultura. Os Dragões asiáticos, por exemplo, são como grandes serpentes e não possuem asas; já os europeus parecem-se com os clássicos da literatura fantástica e dos videogames: quatro patas, asas grandes e corpo robusto. Ainda assim, o que importa é a energia que o Dragão emana, e que auxiliará não apenas na relação que será mantida com o mesmo, mas também nas formas de magia que serão desenvolvidas em conjunto. Sua aparência é apenas a forma como você o reconhecerá em meditações e interações.
 

   Mas afinal: o que é Dragon Magick?


   Dragon Magick é simplesmente o ato de praticar magia com o auxílio dos Dragões. Alguns acreditam que é um sistema mágico à parte, porém, o contato com os Dragões pode ser inserido em qualquer sistema mágico existente. Ou seja, não é uma tradição ou um culto, nem mesmo uma religião, mas sim um relacionamento construído entre os indivíduos - praticante e Dragão. Para ter sucesso na magia feita com o auxílio desses seres, é preciso que seja criado um laço entre o bruxo/magista e o Dragão.
   A Dragon Magick é um relacionamento que nem todos os praticantes podem conquistar; é necessário honra, ética, responsabilidade e a capacidade de enfrentar quaisquer conflitos, inclusive sobre si mesmos, que a vida os apresentar.
   Pode ser feita em grupos ou celebrada em covens, porém costuma ser realizada em um caminho solitário, visto que trabalha muito com o magista em âmbito de autoconhecimento, disciplina, força interior, coragem e desejo de buscar conhecimento. Os Dragões, uma vez que confiem no magista que os invocou, auxiliam magicamente como se fossem um "co-magista", ou seja, um ajudante mágico.

Os Dragões e os Elementos


   Existem cinco pilares na Magia Draconiana. Fogo, Água, Ar, Terra e Caos. Os Dragões se dividem nesses elementos, e também são vistos em combinações ou subdivisões dos mesmos em Dragões menores. O elemento de que o Dragão faz parte influencia em sua aparência e um pouco em sua personalidade; representa a esfera da magia cujas energias desse ser são mais poderosas.
   Alguns magistas acreditam que também existam Dragões de Luz, ou Espírito, para contrabalancear os Dragões do Caos. No entanto, não estão acrescentados nessa descrição.

☽❍☾ Dragões de Fogo
 ☾ Líder: Fafnir
 ☾ Cores: Vermelho puro, âmbar, laranja e cores relacionadas às chamas
 ☾ Direção: Sul
 ☾ Subdivisões: Dragões da Fumaça, do Calor, da Lava e do Deserto.

   Esses Dragões possuem um gênio forte e bastante disposição, porém podem ser compreensivos e gentis. No entanto, são imprevisíveis e complicados de lidar até que lhe conheçam bem. Quando você conquista a lealdade e a amizade de um Dragão de Fogo, ele se torna um poderoso e protetor aliado. Apreciam rituais com tambores e dança, em que haja um grande contato dos instintos.
   A magia com Dragões de Fogo pode envolver purificação pessoal, quebra de barreiras, e coragem para atravessar os obstáculos. É difícil de lidar, pois a magia dracônica de fogo é bastante poderosa e não possui limites para sua força. Porém, pode trazer força e vitalidade para o andamento de projetos e para realizar seus objetivos. Também pode ser empregada para incentivar paixões e relacionamentos.

 ☾ Correspondências mágicas: Entusiasmo, mudança, paixão, coragem, força, purificação, liderança, cuidado, proteção, vitória, sangue, calor, sol, e verão.
 ☾ Correspondências negativas: Ciúmes, raiva, inveja, conflitos, egocentrismo, impulsividade, medo e irritabilidade.

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☽❍☾ Dragões de Água
 ☾ Líder: Naelyon
 ☾ Cores: Azul puro, azul marinho, verde escuro e turquesa.
 ☾ Direção: Oeste
 ☾ Subdivisões: Dragões do Gelo, da Névoa, e da Chuva.

   Esses Dragões são extremamente calmos e costumam interagir com pessoas cujos sentimentos são bastante aflorados. Podem ser silenciosos e tímidos até que se desenvolva um laço entre o Dragão e o magista. Sua influência é tranquilizante e gostam de participar de meditações e rituais em que haja uma grande carga sentimental envolvida; também apreciam as artes como poesias, músicas profundas e pinturas.
   A Magia com os Dragões de Água geralmente é feita para lidar com emoções - seja para acalmá-las ou para intensificá-las. Também é empregada na fluidez de seus objetivos, para que continuem acontecendo sem interferências. Dragões de Água auxiliam em divinações e meditações, e no desenvolvimento da vidência e da empatia, bem como trazem calma e tranquilidade para quaisquer situações. Podem ser invocados para magias de cunho amoroso, desde que haja sinceridade.

 ☾ Corespondências mágicas: Amor, compaixão, intuição, calma, confiança, tranquilidade, divinação, fluidez, emoções e sentimentos, profundidade, harmonia, sinceridade.
 ☾ Correspondências negativas: Indiferença, preguiça, insegurança, medo, timidez, apatia, tristeza, instabilidade, confusão, mágoa.

☽❍☾

☽❍☾ Dragões de Ar
 ☾ Líder: Sairys
 ☾ Cores: Amarelo puro, amarelo claro, azul claro, cinza, branco.
 ☾ Direção: Leste
 ☾ Subdivisões: Dragões da Tempestade, do Vento, do Tempo e dos Relâmpagos.

   Esses Dragões são de natureza bastante pacífica e gostam de compartilhar conhecimento, sendo atraídos por conhecimento e intelecto. São bastante falantes e adoram interagir, especialmente em contato com outros seres mágicos, divindades ou em meditações e estudos. É fácil aproximar-se de um Dragão de Ar, embora sejam dispersos e um tanto individualistas. Música e incenso podem atraí-los.
   A Magia com os Dragões de Ar pode ser feita em busca de mudanças e renovação, para dar o pontapé inicial a projetos e inícios, ou no favorecimento da comunicação e do conhecimento. Eles favorecem a interação social, a fala em público, assim como o aprendizado e os estudos. Também auxiliam em Magia Temporal e na versatilidade para lidar com várias situações. Gostam de compartilhar conhecimento e sabedoria, assim como trazer ideias novas para alimentar a criatividade.

 ☾ Correspondências mágicas: Novos começos, felicidade, intelecto, astúcia, criatividade, inteligência, felicidade, bom-humor, comunicação, otimismo, primavera, renovação, versatilidade, raciocínio rápido e lógico.
 ☾ Correspondências negativas: Fofoca, desatenção, esquecimento, dispersão, egocentrismo, arrogância, estagnação, futilidade, inconstância.

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☽❍☾ Dragões de Terra
 ☾ Líder: Grael
 ☾ Cores: Verde puro, todos os tons de marrom, amarelo e preto.
 ☾ Direção: Norte
 ☾ Subdivisões: Dragões de Pedra, da Natureza, da Montanha, e da Floresta.

   Esses Dragões são bastante quietos e observadores; podem demorar a fazer contato, ainda que estejam presentes. São honestos e diretos; não gostam de dramas ou enrolações. Porém, também são bastante protetores e cuidadosos, e se interessam por pessoas esforçadas e sinceras. Cristais e metais são itens que podem atraí-los, visto que apreciam tesouros - tanto dinheiro quanto objetos com valor sentimental.
   A Magia com Dragões de Terra é feita para objetivos de longo prazo, com grande estabilidade e prosperidade como principal foco. São Dragões que prezam os relacionamentos familiares e, portanto, gostam de construir intimidade e laços fortes com aqueles que os invocam. Também ajudam a lidar com responsabilidades, a construir uma vida profissional de sucesso, alcançar estabilidade em todas as áreas da vida, e a criar resistência mental e física. Ainda que favoreçam a prosperidade, gostam de observar persistência e esforço para que tais metas sejam alcançadas.

 ☾ Correspondências mágicas: Respeito, resistência, família, prosperidade, força, estabilidade, metas, responsabilidade, profundidade, harmonia, propósitos.
 ☾ Correspondências negativas: Teimosia, fraqueza, rigidez, insensibilidade, avareza, ignorância, antipatia, hesitação, falta de consciência e de mudança.

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☽❍☾ Dragões do Caos
 ☾ Líder: -
 ☾ Cores: Tons escuros de roxo e o preto; também são relacionados com o prata.
 ☾ Direção: -
 ☾ Subdivisões: -

   Esses Dragões são um tanto complexos de lidar. Suas personalidades podem variar bastante; tem uma tendência à anarquia e a quebrar regras; seus códigos de honra pessoais também são diversificados, porém os seguem com fidelidade. Não podem ser considerados maus ou bons, visto que apenas gostam de provocar intensas mudanças para o crescimento do magista. São interessados e gostam de interagir, julgar e observar quem os invoca, sendo sinceros em seus julgamentos; podem provocar confrontos com os medos e os aspectos obscuros do magista, buscando a evolução pessoal do mesmo.
   A Magia com Dragões do Caos pode ser feita em busca de mudanças bruscas e fortes, renovação, inícios ou fins de ciclos, sorte, aprendizado, e quebra de barreiras e de coisas prejudiciais. Esses Dragões favorecem Magia Estelar e Planetária e divinações em geral, ainda que possam trabalhar com todas as esferas de magia. Uma vez que um relacionamento é criado entre um magista e um Dragão do Caos, este o acompanhará em todas as suas atividades mágicas, e trará os ventos da mudança a todo instante para sua vida.

 ☾ Correspondências mágicas: Mudança, caos, magia, divinação, autoconfiança e autoconhecimento, aprendizado, meditações, evolução, aperfeiçoamento, sucesso, renovação.
 ☾ Correspondências negativas: Inconstância, caos, arrogância, destruição, catástrofes, aleatoriedade, imprevisibilidade, dispersão.

 Começando na Dragon Magick - Invocando os Dragões


   Existem inúmeras formas de iniciar o contato com os Dragões. Porém, todos eles podem ser resumidos em um método bastante simples: convide-os. Atraia-os para sua vida. Não é preciso elaborar rituais complexos para dar seu primeiro passo; apenas mentalize que você deseja invocá-los para fazer parte de sua vida, e siga sua intuição.
   Depois de dado o primeiro passo, pense: que tipo de Dragão você quer atrair? Com qual você se identifica mais? Pode ser que você já possua um Dragão Guardião de um dos elementos acima, caso você tenha se identificado fortemente com a descrição de algum deles. Se você não tem certeza, ou se prefere iniciar através de uma apresentação mais formal, segue um exemplo de ritual simples para a invocação de Dragões.

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Ritual Simples para a Invocação de Dragões


   Esse ritual pode ser feito em qualquer dia da semana, em qualquer horário, desde que não haja interrupções durante a realização. Prepare o lugar, purificando-o com incenso de uma erva de sua preferência. Você pode optar por músicas calmas, se achar necessário.
   Abra o círculo mágico, caso você costume utilizá-lo. Convide os Dragões para participarem do seu ritual, e fale quais as motivações por trás dessa invocação. Se você deseja somente atrair seu Dragão Guardião, peça diretamente a ele que esteja com você. Seja sincero e fale tudo aquilo que sentir necessidade.
   Quando se sentir pronto, feche os olhos. Sente-se, e coloque uma vela em sua frente. Se você não souber que cor utilizar, opte pelo branco. Se desejar invocar um Dragão específico - para convidá-lo a manter contato com você, por exemplo -, utilize uma vela da cor correspondente ao elemento dele.
   Fique em silêncio e visualize seu templo interior. Seu templo interior é aquele lugar onde você mais se sente seguro, e pode ser completamente imaginário. Deixe sua mente relaxar e fluir. Em algum momento, o Dragão estará com você.
   Após a meditação, faça uma pequena oferenda em honra do Dragão. Pode ser uma poesia, uma dança, uma fruta, ou até mesmo a consagração de um objeto ou joia. Repita o ritual se sentir necessidade de se conectar com os Dragões, ou de interagir com seu Dragão Guardião.

   Também pode-se realizar esse ritual caso você queira a intervenção de uma divindade no contato com os Dragões. Nesse caso, convide o Deus ou a Deusa em questão - que pode ou não ser Tiamat, a Deusa conhecida por ser a mãe dos Dragões - e os Dragões em sua invocação no início do ritual. Peça para a divindade que ela lhe auxilie, lhe enviando um Dragão interessado em manter um relacionamento com você. Se for de seu interesse, você já pode consultar um oráculo durante o ritual para descobrir qual o elemento do Dragão que lhe acompanhará.
   Qualquer que seja o caso, em alguns dias, o Dragão que você invocou aparecerá em sua vida, por meio de sonhos, meditações ou diversas outras formas. Então, cabe a você manter seu contato com ele, através de meditações e da prática de magia. Lembre-se que o relacionamento com os Dragões deve ser construído com paciência e determinação, então, não inicie um contato caso você não vá mantê-lo. Dragões tendem a ir embora se forem negligenciados ou notarem falta de interesse.
   Quando você de fato começar a trabalhar com o Dragão que invocou, lembre-se de ser respeitoso, e agradeça-o sempre que possível por seu auxílio. Mantenha em mente que você é um aprendiz, e que caso seja sincero e ético na hora de lidar com os Dragões, terá poderosos amigos para lhe ajudar em suas atividades mágicas.

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Dragão Guardião e Dragão Guia


   O Dragão Guardião é aquele que escolheu lhe proteger. Nem todos possuem um Dragão Guardião; porém, todos podem convidar um Dragão que se interesse para que os protejam e para que esteja presente em suas vidas. Ele pode ir embora a qualquer momento; mas, se o fizer, você pode criar laços com outro Dragão interssado. Os Dragões Guardiões são aqueles que costumam aparecer em meditações e auxiliam bastante na prática de magia; após construído um laço entre o Dragão e o magista, eles costumam aparecer com frequência. Quando você se sentir desprotegido ou com medo, contate seu Dragão Guardião através de meditação ou de um ritual.
   Dragões Guias são aqueles que optam por lhe auxiliar em seu caminho. Podem ser os mesmos Dragões que agem como seus Guardiões, como podem ser Dragões completamente diferentes. É bastante difícil contatar seu (ou seus) Dragão Guia, visto que preferem aparecer somente quando julgam necessário. Suas aparições são feitas através de sonhos ou de meditações, e servem para lhe ensinar certas lições. Quando você se sentir perdido ou sem propósito, tente meditar ou consultar um oráculo com seu Dragão Guia.

Altar aos Dragões


   Ter um altar focado na Magia Draconiana não é necessário; ainda assim, é uma forma de centralizar seu contato com os Dragões, e também de facilitar o processo da realização de magia. Se você já possuir um altar focado nas práticas mágicas, pode adaptá-lo para a magia com os Dragões; se não, pode facilmente adaptar um cantinho para dedicar a eles.
   Um altar simples pode conter apenas as representações básicas de cada elemento - copo com água ou conchinhas, um incenso ou uma pena, uma vela e um cristal ou um pratinho com sal ou terra - e algum símbolo em homenagem aos Dragões. Você pode colocar estátuas, desenhos, poemas, velas, incensos, cristais, flores, e coisas relacionadas ao elemento do, ou dos Dragões com quem você se relaciona. Oferendas e rituais também serão feitos nesse altar.
   Caso você tenha um foco mais direcionado na prática de magia, é recomendado que tenha instrumentos mágicos consagrados apenas para a Magia Draconiana. Podem ser instrumentos simples, desde que sirvam para seu propósito; caso você consagre algum instrumento ou objeto para Magia Draconiana, evite utilizá-los em magias que os Dragões não participem.
   As oferendas aos Dragões podem ser bastante variadas, dependendo principalmente do elemento e da personalidade do Dragão com quem você trabalha. Em geral, Dragões apreciam coisas feitas para eles - desenhos, poemas, músicas, danças, estátuas, ou até mesmo alimentos feitos com a intenção de agradá-los. Para saber de oferendas mais específicas, a recomendação é que você medite e interaja com seu Dragão, pois seus gostos podem diferir bastante.

Divinação com os Dragões


   Dragões costumam interagir bastante através de oráculos, e também favorecem as divinações em geral. Se você procura por respostas diretas e precisas, convide um Dragão para lhe acompanhar na próxima consulta aos oráculos que você fizer. Eles podem ajudar em qualquer meio que você preferir - seja ele o Tarot, as Cartas Ciganas, as Runas Nórdicas, Scrying, entre outros.
   A melhor forma de divinar com os Dragões, no entanto, é através das Runas dos Dragões. Elas podem ser usadas para se comunicar diretamente com eles, ou para que eles lhe auxiliem a interpretar da melhor maneira possível as respostas obtidas através desse oráculo.
☾ Leia mais sobre as Runas dos Dragões.

Símbolos Dracônicos


   Na Magia Draconiana, pode-se incorporar símbolos relacionados a quaisquer sistemas mágicos ou crenças. Portanto, qualquer que seja o tipo de magia que você esteja praticando, sinta-se à vontade para empregar os símbolos que achar importantes e que auxiliarão nas energias empregadas.
   No entanto, alguns símbolos são considerados de importância especial para os Dragões. Caso utilizados corretamente, podem fortalecer ainda mais a magia em curso, e também honrar o Dragão que estejam trabalhando nela. Alguns exemplos são:

O Pentagrama
É o símbolo clássico da Bruxaria, mas também pode representar os cinco elementos aos quais os Dragões pertencem: Terra, Fogo, Ar, Água e Caos. É um ótimo símbolo protetor, especialmente se consagrado para o contato dracônico.

Olho de Dragão
Representa aquilo que está oculto, ou que é desconhecido. É utilizado como um símbolo de proteção, mas também como um símbolo para a magia e para o conhecimento das artes ocultas.

Chamas/Fogo
São um dos símbolos dracônicos - a baforada de chamas. Mesmo que nem todos os Dragões cuspam fogo, é poderoso por representar a cura e a destruição.

Serpente
É o animal mais próximo aos Dragões que conhecemos; as serpentes são conhecidas por lembrarem renovação, sabedoria, conhecimento, astúcia, sexualidade, imortalidade e novos começos.

Ouroboros
O Ouroboros é uma imagem de uma serpente, ou de um Dragão, engolindo a própria cauda. Ela demonstra a completude, o infinito, a recriação de si mesmo - ou seja, um ótimo símbolo para a conexão com os Dragões do Caos, que são responsáveis por esses acontecimentos.

Espiral
Encontrado em várias culturas e tradições, a espiral na Magia Draconiana representa a magia acontecendo, e pode servir para intensificar atividades mágicas feitas com os Dragões.

Dicas para praticantes de Dragon Magick


☾ Disciplina e responsabilidade são as palavras chave na Magia Draconiana. E confiança é a base do seu relacionamento com os Dragões; portanto, tenha palavra e honra.
☾ Não tenha medo dos Dragões. Você deve ganhar sua confiança, porém o medo apenas o atrapalhará e os afastará.
☾ Seja respeituoso. Agradeça pela ajuda deles sempre que for possível. Retribua o auxílio com oferendas. Não tente dar ordens a um Dragão, pois dessa forma, nenhum quererá trabalhar com você.
☾ Utilize a magia de forma responsável. Não se desvie de seu código de ética ou peça para um Dragão lhe ajudar em algo que vai contra os princípios dele.
☾ Pode ser difícil começar a se relacionar com os Dragões. Mas não desista; seja sincero e persistente, e demonstre que vale a pena trabalhar com você. Caso você fique confuso com o que determinado Dragão está tentando lhe mostrar, peça por sinais diretos, e tenha paciência.
☾ Você não pode forçar um Dragão a lhe ajudar, nem pode definir qual será a personalidade e o elemento do seu Dragão Guardião. O que você pode fazer é convidá-los para sua vida e se certificar de que se sintam atraídos.
☾ Caso o Dragão com que você está trabalhando diga seu nome, ou lhe peça para nomeá-lo, guarde bem esse nome e não divulgue-o a menos que ele lhe permita. Esse será o nome que você poderá utilizar para invocá-lo e para pedir sua ajuda.
☾ Dragões vão inevitavelmente lhe testar e lhe fazer passar por dificuldades para conhecerem quem você realmente é. Faz parte da Dragon Magick lidar com esses desafios, para que se alcance autoconhecimento e crescimento pessoal.
☾ Magia Draconiana leva tempo para aprender. Para algumas pessoas, apenas algumas semanas são necessárias para começar a praticar magia com os Dragões; para outras, meses de estudo podem não ser suficientes. Reconheça suas limitações e estude o máximo que puder.

A estudar,
Alannyë Daeris.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Leis da Magia

Imagem do Samhain do Coven que participo.
   A magia nos cerca em tudo o que existe. E, assim como as próprias forças da natureza, possui aplicações que podem ser observadas em ação.
   Estas aplicações, atuações ou consequências são chamadas de Leis da Magia.

As Leis da Magia


   Lei do Conhecimento: Quanto mais se sabe sobre algo, mais se tem poder sobre esse algo. Se você conhece muito sobre alguma coisa, mais tem capacidade de controlá-la e agir sobre ela. Saber é poder.

   Lei do Autoconhecimento: Similar à Lei do Conhecimento, pois você deve conhecer a si mesmo para que tenha poder pleno sobre si. Ou seja, quanto mais você conhece e compreende seu ser, melhor desenvolverá a magia, sabendo lidar com seus pontos fortes e fracos. É preciso que se dedique a conhecer a si mesmo para realizar magia efetivamente.

   Lei da Causa e Efeito: Assim como a própria lei científica, a Lei de Causa e Efeito prediz que toda a ação mágica terá uma consequência de mesma proporção - e isto não implica em um retorno. Ou seja, eventos semelhantes produzem resultados semelhantes; conhecendo como lidar com as variáveis, você terá o resultado que almeja ao praticar magia.

   Lei da Sincronicidade: Não existe coincidência; dois eventos acontecendo ao mesmo tempo podem ter mais coisas em comum do que somente o momento em que acontecem. Raramente as coisas acontecem sem estar interligadas, pois tudo costuma estar relacionado entre si.

   Lei da Associação: As semelhanças entre duas ou mais coisas podem interagir e exercer controle sobre elas. Quanto mais houver algo em comum entre dois eventos, maior será a influência que pode ser exercida.

   Lei da Similaridade: Possuir representações sobre o que você deseja trabalhar na magia ajuda a ter controle sobre isto, pois a similaridade traz o poder sobre o que há em comum - isto funciona de maneira similar à Lei da Associação. Imagens, desenhos, representações físicas são poderosas por sua representação daquilo que se deseja, e portanto podem ser utilizadas em magia através da Lei da Similaridade.
   Exemplo: Fotografias; Dagydes (conhecidas como bonecas voodoo).

   Lei do Contágio: Tudo o que esteve em contato em algum momento, prossegue em contato após a separação. A magia é contagiosa, então quando é compartilhada, ela cria um link entre as duas situações. Esta Lei dita a existência de "links" mágicos, ou seja, conexões feitas a partir de lembrança ou de objetos. Todas as pessoas que você tocou possuem um "link" mágico com você, embora este seja mais forte ou fraco dependendo da frequência. Da mesma maneira, pode-se utilizar uma parte do corpo de alguém (seja a saliva, o cabelo ou uma unha, por exemplo) para que seja criado um link mágico a partir disto.

   Lei dos Nomes: Conhecer o nome completo sobre algo lhe confere poder sobre isso. Funciona como um link mágico, mas também como uma associação. Indica, também, que você detêm conhecimento completo sobre a natureza deste algo.

   Lei das Palavras de Poder: Existem palavras que podem alternar entre as realidades, modificá-las e possuir poder entre elas. O poder pode existir tanto na estrutura da palavra, em sua sonoridade, quanto em seu significado.

   Lei da Personificação: Qualquer fenômeno pode ser considerado vivo e possuir personalidade. Qualquer coisa pode se tornar uma pessoa, e assim ser contatada. A magia está em tudo, e portanto, tudo está vivo.
   Exemplo: Pessoas que trabalham com magia climática podem personificar as nuvens e então trabalhar com elas de maneira mais efetiva e fácil.

   Lei da Invocação: É possível estabelecer comunicação interna com entidades exteriores ou interiores a si mesmo. Durante a invocação, estas entidades parecerão estar fundidas à pessoa, como apenas uma. A invocação traz a entidade para dentro de algo.

   Lei da Evocação: É possível estabelecer comunicação externa com entidades exteriores ou interiores a si mesmo. Durante a evocação, estas entidades parecerão estar externas à pessoa, e não unidas. A evocação traz a entidade, mas não para dentro de nada.

   Lei da Identificação: É possível que, através da identificação máxima entre dois seres, estes podem acabar compartilhando características e tendo domínio sobre ambos, tornando-se similares - ou seja, um ser pode tornar-se outro através da incorporação de suas características.

   Lei dos Universos Pessoais: Cada ser senciente cria seu próprio universo que nunca será totalmente igual ao de outro ser. Realidade é um consenso entre opiniões, pois cada qual vive sua própria realidade, que não pode ser completamente compreendida por nenhum outro ser, senão o próprio.

   Lei dos Universos Infinitos: O número total de universos nos os quais os fenômenos podem acontecer de formas diferentes é infinito. Tudo é possível, embora algumas coisas sejam mais prováveis do que outras.

   Lei do Pragmatismo: Se funciona, é real. Se uma crença, ou um pensamento o leva a realizar os objetivos que determina, então é funcional. Ou seja, tudo o que você acreditar, e funcionar, é real para você. Isto se aplica à religiões, sistemas mágicos, mas também em outros campos da vida.

   Lei das Verdadeiras Falsidades: Um conceito ou ato pode parecer sem sentido ou mentiroso, porém, caso funcione em uma situação específica, é considerado verdadeiro. Mesmo que retirando as situações nas quais este conceito/ato seja funcional, ele ainda assim é verdadeiro. Se é um paradoxo, ainda pode possivelmente ser verdadeiro.

   Lei da Síntese: A síntese de dois ou mais padrões opostos de dados produzirão um novo padrão que será mais verdadeiro do que os dois primeiros. Assim, ele será aplicável a mais realidades.

   Lei da Polaridade: Qualquer padrão ou dado pode ser dividido em, no mínimo, duas características opostas, e cada uma possuirá a essência da outra em si mesma. Esta essência oposta que existe em cada característica pode ser utilizada para atraí-las.
      Lei dos Opostos: Uma sub-lei da Lei da Polaridade. Tudo o que se sabe que é oposto a algo pode auxiliar a conhecê-lo, pois sabe-se o que aquilo não é. Ou seja, controlar o oposto de alguma coisa (ou algo que seja próximo ao oposto) facilita o controle sobre esta coisa.

   Lei do Equilíbrio Dinâmico: Para sobreviver e possuir poder, é preciso manter o equilíbrio dinâmico em todos os aspectos de seu próprio universo. O extremismo é perigoso em todos os universos.
   Exemplo: Pessoas que realizam magia somente para finalidades destrutivas atrairão esta destruição para si, pois o extremismo em sua magia acabará trazendo e incorporando isto para sua vida. A falta de equilíbrio acomete na atração daquilo que se está exagerando.

   Lei da Perversidade (Lei de Murphy): Se algo pode acontecer errado, irá dar errado, e na pior forma possível. Mesmo se nada puder sair errado, o universo pode mudar para que as coisas deem errado de qualquer maneira.

   Lei da Unidade: Qualquer fenômeno existente está relacionado direta ou indiretamente a todos os outros, seja no presente, no passado ou no futuro. A falta deste conhecimento indica compreendimento incompleto sobre a magia e sobre os universos.

   Lei dos Dados Infinitos: O número de fenômenos, dados e informações para se conhecer é infinito. Nunca se deixa de aprender algo novo.

   Lei dos Sentidos Infinitos: Todos os seres são limitados em sua percepção - seja no alcance ou na quantidade de informações que se pode obter. Portanto, existem coisas e situações que você não pode notar - só porque você não consegue observar sozinho, não significa que não seja real.

   Lei das Consequências Não Intencionais: Independentemente se você obteve ou não a finalidade que pretendia com o que fez, terá, pelo menos, outros três efeitos que não esperava. Um destes efeitos resultantes geralmente é desagradável.
 

As Três Leis da Magia de Eliphas Levi:



  1. A Lei da Vontade Humana: O sucesso da magia depende da vontade e do empenho convocados e dirigidos pelo mago.
  2. A Lei da Luz Astral e o Princípio Etéreo Intermediário: A energia permeia o universo e o mago pode acessar e utilizar as energias para realizar mudanças em qualquer distância.
  3. A Lei do Encadeamento: O interior e o exterior são conectados, o material e o ideal, desde que não haja diferença entre o microcosmo e o macrocosmo.


Fontes de pesquisa: Deoxy, Morada da Magia.
A compreender as Leis,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

domingo, 29 de março de 2015

Dedicação: Deuses Guias

Vivian et Merlin - Gustave Dore.
   O processo da dedicação na bruxaria costuma possuir, além dos estudos e da busca por conhecimento acerca dos Deuses e diferentes panteões, o próprio início do contato com as divindades.
   Estas divindades costumam estar no centro da dedicação, pois tratando-se de bruxaria onde há culto aos Deuses, este culto é o principal conceito da bruxaria como uma religião - seja ela caracterizada como Wicca ou simplesmente bruxaria eclética.
   Por este motivo, é comum e bastante incentivado que quando se decide iniciar a dedicação perante aos Deuses, se escolha também um casal para guiar o dedicado por este período. Este casal de deidades serão seus guias, que lhe darão suporte e estarão sempre presentes durante os estudos e práticas do dedicado.

    ☽❍☾

   Mas como escolher quais divindades podem ser meus Deuses guias?

   Faça uma auto-análise de si mesmo. O autoconhecimento, ao iniciar seu caminho na bruxaria e no paganismo, é essencial. Observe suas atitudes, seus pensamentos, sua forma de reagir ao mundo. Quais são suas maiores virtudes? E seus maiores defeitos?
   Quando você conhecer o bastante sobre si mesmo, estude os diferentes panteões e use de sua intuição para ir mais a fundo procurando sobre deidades. Busque as que lhe completem, que podem lhe auxiliar a superar seus defeitos e a melhorar como pessoa.
   É importante que você busque sempre o equilíbrio, ou seja, procure os Deuses que você acredite que possam lhe auxiliar nos seus pontos fracos, para que você enfrente seus medos e derrote-os, conheça cada face obscura de si mesmo, e assim possa ter o poder total sobre quem é e quem pode ser.
   ☾ Se você for uma pessoa que possui muitos medos e máscaras, Deuses do submundo, como Hécate, Hades, Anúbis podem lhe auxiliar a desvendar o que está escondido em você mesmo.
   ☾ Se você precisar de equilíbrio através da coragem, da força, da busca por encontrar o poder em si mesmo, Deuses da guerra como Athena, Marte, Freyja, Tyr, Thor podem lhe auxiliar.
   ☾ Se você é uma pessoa muito racional e fria, busque os Deuses do amor, dos sentimentos e dos prazeres e artes, como Freyja, Afrodite, Vênus, Bastet.

   Este casal de Deuses não precisa necessariamente ser do mesmo panteão, nem mesmo ser um casal na mitologia. Siga sua intuição e observe os sinais que os Deuses podem lhe enviar; alguns dedicados recebem sinais diferentes das deidades que tem interesse em guiá-las. Se isto ocorrer, medite com a deidade e pergunte a ela se ela tem interesse em guiá-lo durante sua dedicação.
   Pode ocorrer também de você desejar que alguma das suas deidades de culto, ou seja, Deuses que você já cultua, lhe guiem na dedicação. Não há problema nisso, desde que sejam deidades que você acredite que possam lhe completar e lhe auxiliar, e que eles confirmem através da meditação e dos sinais que desejam guiá-lo.
   Quando você houver encontrado deidades que o completem, medite com eles e pergunte se é do desejo de ambos lhe guiar e lhe auxiliar no processo de dedicação. Peça sinais - o recomendado são no mínimo três - claros e objetivos para estes Deuses, que lhe mostrem que eles realmente desejam ser seus Deuses guia.
   Caso você não identifique os sinais, ou receba uma resposta negativa, você pode pedir por mais sinais - que sejam mais claros e objetivos, para que você possa identificar facilmente -, ou procurar outra deidade para que seja seu Deus ou Deusa guia.
   Se você não souber identificar o que são sinais, leia mais sobre eles: Comunicando-se com os Deuses: Sinais!

   Vá traçando seu perfil enquanto observa os Deuses que acredite que possam lhe ajudar. A dedicação é um período onde haverão muitas mudanças, e você deve se esforçar para que possa cada vez mais melhorar e evoluir, enquanto conhece mais sobre os Deuses e também sobre si mesmo.
   Atravessar a dedicação não é fácil, e você perceberá isto facilmente; no entanto, o contato e o estudo com os Deuses nos mostra o que devemos mudar para que possamos ser verdadeiramente felizes, para que nos tornemos sacerdotes nos sentidos mais profundos desta palavra.
   Os seus Deuses guias serão aqueles com os quais você terá um maior contato, pois lhe auxiliarão em sua caminhada durante o tempo da dedicação. Mas você não precisa cultuar somente eles! Pode manter um culto a diferentes deidades, mas sempre lembrando de honrar e meditar com seus Deuses guias, pois serão eles quem lhe ajudarão a conhecer a si mesmo e aos diferentes significados de um sacerdócio.

   Após terminado o período de dedicação, você não precisa realizar seu sacerdócio com os Deuses que lhe guiaram. Eles serão seus guias apenas durante a dedicação; podem continuar sendo cultuados, se for de seu desejo, mas isto não é obrigatório.
   Você pode, sim, optar por iniciar-se dedicando seu sacerdócio para estes Deuses, mas é completamente opcional. Neste caso, recomendo que busque mais sobre os sacerdócios e como é feita a dedicação, ou seja, a consagração do sacerdócio para deidades.

A dedicar-me,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Meditação: Aprendendo a meditar!

   A meditação é essencial para muitas das religiões neopagãs - incluindo o ofício da Bruxaria. O contato com os Deuses, entidades, seres mágicos, sejam eles quais forem, costuma ser feito através da meditação.
   Não é apenas uma forma de contatar divindades e entidades, mas também de conhecer a si mesmo. Através da meditação, alcançamos um estado de calma e de harmonia, no qual encontramos estabilidade e o conhecimento acerca de si mesmo.
   Dentre muitas outras características, a meditação traz concentração, foco, visualização. São ferramentas essenciais para a realização de magia, mas também no caminho do culto aos Deuses.
   Independentemente de sua religião, a meditação lhe trará os benefícios do autoconhecimento e do contato com as divindades, sejam elas quais forem as que você acredite!
 

   Dicas para começar a meditar!


   ☾ Estabeleça horários, rotinas para a meditação.
   É importante que tenhamos um momento só para dedicarmos a nós mesmos, ou para exercermos nossa espiritualidade. Por este motivo, pode-se estipular um horário pré-definido para cada dia - por exemplo, meia hora ao acordar, ou quinze minutos antes de ir dormir.
   Se não for possível meditar nem mesmo quinze minutos por dia, pode-se estipular somente dois ou três dias durante a semana para que seja feita uma meditação mais longa - mas lembre-se que quanto mais você praticar, melhor conseguirá alcançar os estados de relaxamento necessários. 

   ☾ Esteja calmo e relaxado.
   É difícil, mas essencial. Respire fundo, deixe os problemas do dia-a-dia longes da meditação. Use de ferramentas que possam lhe ajudar - músicas calmas, sons ambientes, incensos, ou até mesmo uma dança até seu corpo ficar exausto. Depois, sente-se e concentre no que desejar meditar.
   Existem exercícios de respiração para lhe ajudar a concentrar-se - respirar fundo, devagar e profundamente, de forma ritmada e constante. Aos poucos, seu corpo relaxará, e você conseguirá focar-se apenas no que quiser meditar.
   
   ☾ Escolha o local correto.
   O local correto é aquele onde você não será perturbado por nada nem ninguém, e poderá ficar na posição mais confortável para sua meditação. O desconforto pode ser buscado assim que você se acostumar a meditar, para exercitar seu foco e concentração, mas de qualquer maneira, comece pelo conforto e tranquilidade.
   A posição correta é aquela que mais lhe deixe relaxado - pode ser sentado em almofadas no chão ou deitado em sua cama, mas sendo importante ressaltar que deve-se evitar estar deitado, pois o relaxamento da meditação o levará a dormir muito facilmente, e isto tornará os esforços inúteis, resultando em grandes chances de você se esquecer de como foi sua experiência.
   Silêncio e luzes fracas também auxiliam para alcançar o estado de harmonia necessário para uma meditação fluir. Por isto, é comum que se apaguem as luzes e se acendam poucas velas, de maneira que a luminosidade seja pouca e controlada. 
   Se você precise meditar durante o dia, apague as luzes e feche as janelas, deixando apenas um pouco de luminosidade em seu quarto. Isto pode lhe ajudar muito ao iniciar e desenvolver sua meditação!

   ☾ Concentração.
   Se você não conseguir meditar de olhos fechados, não se preocupe. Você pode simplesmente acender uma vela e observar a chama até que consiga iniciar sua meditação. A chama da vela - assim como a fumaça de um incenso - podem lhe auxiliar a entrar em um estado mais relaxado e calmo, em um tipo de transe.

Meditações com intuitos - Deuses, seres mágicos...


   Sim, as meditações são uma das formas mais recorrentes de comunicar-se com as diferentes entidades que podem vir a ser citadas no neopaganismo/Bruxaria: Deuses, dragões, fadas, ancestrais, elementais, dentre todas as possibilidades.
Runa Sigel.
   Mas não são apenas com estes que podemos meditar! Vejamos alguns exemplos para entender melhor sobre as meditações.

 Se eu estiver meio desanimado, e quiser um pouco mais de luz, felicidade na minha vida, posso meditar com a runa Sigel - aquela na imagem ao lado.
   A runa Sigel é a runa do Sol! A runa das vitórias, de felicidade, abundância, alegrias, de tudo o que é benéfico e animador. Por isto, ao meditar com esta runa, estarei visualizando-a e trazendo sua energia para minha vida, buscando ter esta felicidade e brilho em mim.

• Eu posso também meditar com uma planta, uma erva que eu tenha. Digamos que eu tenha comprado um vasinho com flores vermelhas, e ainda não saiba bem se posso utilizá-las na magia. 
   Então, eu me sento próximo à planta, e medito com ela. Fecho meus olhos, e simplesmente converso, visualizo o espírito da planta conversando comigo, e respondendo às minhas perguntas. É uma forma muito útil e prática de realizar magia com plantas!

 • Digamos que eu tenha ganhado uma estátua de Athena, e acredito que esta deusa queira que eu a cultue, que eu a traga para minha vida mágica e trilhe meus caminhos aprendendo com Athena. Ao ir deitar, decido tirar a dúvida: sento-me na cama, fecho os olhos e convido a deusa para minha meditação. 
   Visualizo-me em campos floridos, e a vejo vindo ao meu encontro. Faço uma saudação de honra, e inicio a conversa com a deusa, perguntando se ela deseja meu culto, se ela se interessa por mim, e se aquela estátua foi um sinal de seu interesse. Ao final, peço que ela confirme esta meditação através de sinais claros e objetivos, para que eu saiba que ela em meditação. 
   Este é um exemplo clássico de meditação com Deuses!

• Estou com problemas em relação a ciúmes, e não sei como agir. Penso que as Salamandras, elementais do fogo - que, entre inúmeras outras coisas, rege a paixão, a coragem, o ciúme, os instintos - podem me ajudar a controlar e entender este ciúmes.
   Mas é claro, esta é uma ótima ideia! Então, acendo uma vela vermelha em meu altar, convido as Salamandras para meditarem comigo, e começo a explicar meu problema. Fico com os olhos abertos, observando as chamas e ouvindo as respostas das Salamandras em minha mente.
   Isto é uma forma de meditação também, pois não precisamos somente meditar com os olhos fechados!

☽❍☾

   ☾ Tudo bem, já entendi, posso meditar com qualquer coisa! Mas como fazer isso?
   É simples: da mesma maneira que você medita normalmente. Ao invés de manter sua mente limpa, foque-se no que você deseja meditar. 
   Mentalize aquilo, visualize, tenha em mente exatamente o que quer meditar. Em certo ponto, você se deixará levar, e ao estar relaxado e concentrado, conseguirá realizar uma meditação propriamente dita. 
   Pode parecer estranho e fruto da sua imaginação no começo, mas com o treino, você saberá discernir exatamente, e não terá mais esta impressão. Se tiver muitas dúvidas sobre o que meditou, peça sinais para a entidade (ou o que quer que seja) que você tenha meditado, pedindo três sinais claros e objetivos.
   Se quiser saber mais sobre sinais, leia este post.

   ☾ E as meditações guiadas? 
   Meditações guiadas são aquelas que foram escritas através de experiências de outras pessoas, e que são feitas para serem seguidas da maneira que foram criadas. Geralmente tem uma finalidade específica: felicidade, autoconhecimento, amor, coragem. 
   Além disso, costumam ser feitas com Deuses pois eles podem nos guiar e nos auxiliar nestes assuntos que são de seu domínio. Estas meditações auxiliam caso você não tenha uma familiaridade grande com meditações, ou tenha dificuldades para concentrar-se e meditar.
   Se quiser algumas meditações guiadas para começar: Meditando com os Deuses!

A simplesmente meditar,
   Alannyë Daeris.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Guia para Feitiços e Rituais

A foto de fundo é do meu antigo altar, de alguns meses atrás.

   Feitiços e rituais são atividades mágicas muito úteis, especialmente para quem gosta de "colocar a mão na massa" e ter auxílio em momentos de necessidade. Mas existem situações que são difíceis de encontrar o feitiço ou o ritual certo. E o que fazer?
   Fazer seus próprios rituais e feitiços! Embora possa parecer difícil para um iniciante, com um pouco mais de estudo e dedicação, não é uma tarefa impossível. Claro que a praticidade de encontrar uma receitinha para seguir é notável, mas nem sempre ela vai atender nossas verdadeiras necessidades. Então, vamos dar uma olhada em como podemos criar nossos próprios feitiços e rituais!

   Sobre os feitiços!


   São conhecidos como "simpatias" em diversos locais. Os feitiços são geralmente feitos sem o auxílio de deidades - o que não impede que sejam convidadas -, e possuem uma variedade enorme de formas de serem criados.
   O que você precisará saber dependerá da forma de feitiço que você quer criar. Ter tabelas e listas de correspondências de ervas, cristais, cores, dias e horários são ótimos para esta finalidade. Os links citados abaixo são de postagens do blog que tem a ver com o que é comentado!

   ☽❍☾ Primeiramente, já sabe o básico sobre como praticar magia?
   ☽❍☾ Você quer utilizar ervas em seu feitiço? Então estude as ervas que possuem ligação com o que deseja.
   ☽❍☾ Pretende acender uma vela? Então estude as cores e quais são suas ligações com a magia.
   ☽❍☾ Precisa de muita energia? Deixe a vela acesa até queimar, opte por velas maiores. Pode também utilizar mais velas, mas geralmente não precisa exceder três. Elas podem ser de cores diferentes, dependendo da necessidade.
   ☽❍☾ Já estudou como empregar o poder das velas em seu feitiço? E sabe que pode untá-las com óleos essenciais ervas para intensificar o efeito, né?. Neste caso, você precisará estudar o uso dos óleos e também o das ervas.
   ☽❍☾ Vai usar cristais? Então é bom saber qual utilizar, pois pode acabar usando um que não tenha nada a ver! Estude os cristais também!
   ☽❍☾ Quer aumentar o poder do feitiço com um incenso? Novamente, estude as propriedades de cada erva para saber qual se adapta melhor. Ou seja, a propriedade das ervas se aplicam também aos incensos.
   ☽❍☾ Já pensou em traçar um círculo mágico antes de fazer seu feitiço?
   ☽❍☾ Ou em colocar uma música pra animar?
   ☽❍☾ O horário e o dia em que você faz magia também influenciam! Então, cheque os dias da semana e a tabela de horários planetários para se certificar de que tudo vai sair do jeito que você quer.

   Agora vem a parte mais importante, e que você deve sempre ponderar muito bem ao criar um feitiço: o que será o "ápice" de seu feitiço, ou seja, a magia principal dele? Por quê? Qual o significado disto, tem a ver com o que você deseja? Pergunte-se e reflita. Se fizer sentido, for interessante, tiver uma simbologia que tenha a ver com o que você quer, então faça-o.
   Vamos dar uma olhada em feitiços já criados para compreender melhor o que eu quero dizer com isto!

   Exemplo: o feitiço de amor mais tradicional, da maçã, tem uma simbologia bem interessante. Você pega uma maçã e corta-a ao meio; coloca, então, o seu nome e o da pessoa que deseja atrair, fecha a maçã com uma fita vermelha, e então coloca mel por cima da maçã.
   Isto é feito pois ao unir a maçã - que é uma fruta relacionada ao amor -, você estará unindo simbolicamente aquelas duas pessoas. A fita vermelha reforça esta união, como um laço que dificilmente será desfeito. O mel traz doçura, carinho, afeição, e fortalece o desejo de amor.
   Viu só? Tudo tem significado. Ao criar seu feitiço, tenha isto em mente.

   Exemplo 2: um feitiço simples para fortuna é queimar ervas relacionadas a prosperidade com flores amarelas no caldeirão, e então colocar as cinzas sobre uma planta e cuidar bem dela, ou jogar ao vento.
   Ao queimar ervas de prosperidade e flores amarelas, estaremos utilizando-se de uma maneira para fortalecer o pedido. O amarelo é relacionado a riqueza, pois é a cor do ouro. As ervas de prosperidade, pois queremos que nosso dinheiro cresça, floresça em nossa vida.
   E quando colocamos as cinzas sobre uma planta, estaremos relacionando ela com nossa prosperidade, como se nossa riqueza estivesse crescendo juntamente com a plantinha. Podemos jogar ao vento para pedir que os ventos tragam oportunidades de crescermos na vida, para que consigamos mais chances de aumentarmos a riqueza em casa!

   Exemplo 3: outro feitiço conhecido é o da garrafa para proteção/afastamento de pessoas indesejadas. Você coloca inúmeras coisas pontiagudas, como agulhas, navalhas, pregos, pontas de espelhos ou vidros quebrados dentro de uma garrafa. Depois, queima uma vela preta no interior dela, ou ainda na tampa, para lacrar.
   Quando colocamos muitas coisas pontiagudas em uma garrafa, podemos estar definindo que tudo aquilo será uma barreira protetora contra energias negativas, sejam elas quais forem.
   No caso de banir uma pessoa, será como uma forma de criar uma dificuldade para ela se aproximar, como se fossem empecilhos para quando ela pensar em se aproximar.
   A vela preta é utilizada para fortalecer e "fechar" o feitiço, como uma finalização, um reforço da proteção - pois o preto é uma cor muito forte em seu sentido de banir e proteger. Além disso, as velas são maneiras de direcionar nosso intuito, então ao queimar a vela preta no interior da garrafa ou sobre ela, você estará direcionando que tudo o que foi feito será para uma finalidade única.

   Sobre os rituais!


   Os rituais costumam ser feitos em honra a deidades, com a presença das mesmas. Também podem ser feitos para honrar e/ou trabalhar com seres mágicos, elementais, entre outras entidades.
   Como é dito no nome, os rituais costumam ter uma parte mais "ritualística", mais encenada e cuidadosa. Isto não quer dizer que seja apenas uma atuação, e sim uma forma de reforçar o que queremos com a realização do ritual - seja honrar uma divindade ou alcançar um objetivo.
   Por exemplo, os Sabbaths são celebrados em rituais, ou seja, é feito um ritual especificamente para comemoração com os Deuses! Mas não são só os Sabbaths que são feitos em rituais, mas os Esbaths - celebrações da Lua - também. Ou seja, as principais comemorações para um bruxo podem ser feitas durante um ritual.
   Em rituais, podemos também realizar feitiços. Portanto, são uma forma bem mais elaborada de magia, e que deve ser mais cuidada na hora de criar. Isto acontece pois como provavelmente estaremos trabalhando com uma deidade ou entidade qualquer, temos que prestar atenção ao que ela gosta ou não, ou seja, não desrespeitá-la de maneira alguma! Além disto, toda a simbologia usada nos rituais deve ter algum significado importante para o momento.

   Mas o que eu posso fazer em um ritual?

   ☽❍☾ Dançar, cantar, fazer algo que lhe anime em honra à deidade ou entidade;
   ☽❍☾ Recitar um poema (de sua autoria ou algum que tenha a ver com seu ritual), ou fazer uma oração própria, improvisada na hora, de coração;
   ☽❍☾ Realizar queima de ervas ou de pedidos em seu caldeirão;
   ☽❍☾ Fazer oferendas à divindade, como ofertar flores, frutas, ou uma dança, uma música, um poema, um texto, etc.;
   ☽❍☾ Meditar com a divindade e então improvisar. Sim, improvisar, decidir na hora o que fazer - mas neste caso, é recomendável que você tenha seus instrumentos e ervas todos à mão, para que possa pegar sem ter que ficar procurando.
   ☽❍☾ Mesclar um feitiço com seu ritual e fazer tudo de uma forma mais respeitosa e elaborada, com respeito e atenção ao que você estiver fazendo. Neste caso, você deve mesclar um feitiço que tenha a ver com o ritual que deseja desempenhar.
   ☽❍☾ Em um ritual, você pode também utilizar oráculos e consultá-los com a deidade que estiver participando de seu ritual.

   Tem alguma preparação para antecipar um ritual?

   Sim, tem! É um ritual simples? Então apenas purifique o ambiente e a si mesmo com um incenso, ou com um ramalhete de ervas (por exemplo, arruda).
   Algumas bruxas e suas tradições costumam banhar-se antes dos rituais, fazendo do simples ato de banhar-se uma preparação. Pode ser um banho normal, como também pode ser apenas o ato de molhar a testa ritualisticamente.
   É um ritual mais elaborado? Tome um banho mágico antes, que tenha a ver com o ritual que você realizará! Por exemplo, você pode tomar um banho mágico com rosas e óleo de baunilha para antecipar um ritual de amor, ou em honra à uma deidade do amor!
   Além disto, existem rituais que são feitos durante um mês inteiro, em datas específicas. Neste caso, cada ritual é uma "preparação" para o próximo, até que chegue o último e mais elaborado. Estes rituais costumam ser feitos em honra a deidades muito especiais para o praticante, como uma forma de demonstrar todo o amor e o carinho que esta pessoa tem pela deidade.

   Muito bem. Mas em que ordem devo fazer o que?

   Lembrando que pode servir ou não para você, e alguns tópicos nem sempre serão necessários. Esta listinha serve para lhe orientar caso você não saiba bem como realizar rituais e feitiços sozinho, ou em que momento fazer o que.
   Depois, se/quando você desenvolver seus próprios costumes que sejam diferentes dos abaixo, siga-os como preferir!

1º: Se você costuma traçar círculo mágico, comece traçando o círculo e convidando os elementais/guardiões das torres e Deuses, caso for utilizar deidades em seu feitiço ou ritual. Você pode fazer isto em voz alta, ou simplesmente mentalizar que os está convidando. Se não for usar velas e incensos, pule direto pro 4º passo.

2º: Acenda as velas. Se você utilizar a vela da Arte ou da Deusa, acenda-a primeiro e use-a para acender as outras. Se for um ritual com todos os elementos, acenda as vela enquanto convida-os para participar do ritual. Mesma coisa com deidades, acenda as velas convidando a deidade para participar do feitiço ou ritual. Se você for untar as velas, elas devem ser untadas antes de realizar o feitiço ou ritual.

3º: Acenda os incensos. Lembre-se de visualizar e mentalizar o porquê daquele incenso estar sendo utilizado. Os incensos podem ser acesos antes do círculo mágico se tiverem a finalidade de purificar o ambiente e/ou o praticante.

4º: Realize o que o ritual ou feitiço pedir. É aqui que você queimará ervas, fará ou desfará nós em barbantes, confeccionará amuletos ou talismãs, consagrará objetos, ou qualquer outra coisa que seu feitiço/ritual tiver como atividade. É o momento principal, então você deve mentalizar muito o que deseja, emocionar-se se for o caso.

5º: Se for um ritual, é agora que você realizará o cone de poder.

6º: Agradeça a deidades se tiverem participado. Agradeça também aos elementais e outras entidades. Neste momento você pode deixar uma oferenda, se desejar.

7º: Apague as velas (e incenso, se for o caso), se forem de elementais ou entidades que serão utilizadas novamente. As velas dos feitiços geralmente são deixadas a queimar até o fim.
 
8º: Desfaça o círculo, enquanto agradece a todas as entidades, deidades, seres mágicos ou elementais pela presença. O círculo mágico sempre é desfeito no sentido contrário que foi traçado.

Sobre feitiços e rituais encontrados de outras fontes!


   ☽❍☾ Se você encontrar um feitiço ou ritual que gostou muito, mas sente que falta alguma coisa, pode adicionar à vontade. Isto, claro, desde que cuide exatamente o que está adicionando, e também cuidando para que seja algo que tenha a ver com o ritual/feitiço.

   ☽❍☾ Em rituais de honra a deidades, não é recomendado que seja mudado coisa alguma. Isto acontece pois provavelmente tudo o que foi selecionado está ali por um motivo, e dificilmente a troca será tão boa quanto o original. Ou seja, evite.
   Mas se for substituir uma erva por outra de mesma propriedade, ou um óleo, não tem tanto problema assim - desde que seja somente uma coisa, tenha cuidado e veja se a erva original não é uma erva especial para a deidade! Neste caso, não recomendo que mude. Por exemplo, em um ritual para Athena que use óleo de oliva, você não deve substituí-lo, pois as oliveiras são sagradas para ela.

   ☽❍☾ Se você acredita que uma erva ou cristal no feitiço não tem a ver com ele, tem o dever de trocar! As vezes quem criou o feitiço trocou o nome, ou ainda utilizou uma erva/cristal que não é tão bom para aquela finalidade; neste caso, troque por uma erva ou cristal que tenha mais a ver, que realmente tenha a mesma energia que o feitiço.

   ☽❍☾ "Posso usar esta receita como base"? Depende.
   Se você for mudar a finalidade do feitiço ou ritual, deve mudar tudo: ervas, cristais, velas, cores, etc. Ou seja, vai estar criando seu próprio feitiço/ritual.
   Vai mudar a deidade que estará invocando? Então adapte as oferendas de acordo com a que vai utilizar. Neste caso, até que pode, mas muito cuidado! Não recomendo que o faça.

☽❍☾
A dar vazão à bruxa interior,
   Alannyë Daeris.