quinta-feira, 25 de junho de 2015

Hino de Odin

Eu sou o ímpeto da guerra, o acender e a fagulha.
Sou os ânimos que se exaltam e se espalham em um campo de batalha.
O ribombar dos tambores, o bater dos machados nos escudos,
Sou o crocitar dos corvos, o olhar de Hugin e Munin através dos nove mundos.
Estou além da memória e do pensamento, pois trago a vitória ao sedento.
O sacrifício que emprego me atinge como os mais fortes ventos,
E cada gota do meu sangue é uma dádiva aos que testemunham.
O silêncio da Yggdrasil faz ecoar meu sofrimento,
Mas a sabedoria é válida sobre qualquer lamento.
Assim, uma vez mais eu perco uma parte de mim,
E meus olhares, embora limitados, têm o alcance dos corvos que me acompanham.
Eu sou o sangue que flui em seus desejos,
Sou a sabedoria que procuras através de ensejos.
Viva sob os nove virtudes, tenhas a nobreza em seu ser,
A coragem para que conheça a verdade;
Que, sobretudo, lhe norteiem a honra e a fidelidade
De manter sua palavra e os juramentos perante mim.
Seja a disciplina seu elemento de ordem,
A hospitalidade mantida para com os seus,
E a independência para com você mesmo.
Tenha a laboriosidade e a perseverança como guias,
E eu estarei ao seu lado até os últimos dias.
Lutaremos juntos, e nosso suor se misturará pelo abismo.
O medo deve ser domado, e o ódio, libertado.
Ouça minhas palavras, guerreiro, e saiba que não te abandono
Enquanto a Valknut, com orgulho, tu carregares contigo
Terei teu futuro no Valhalla para que festejes comigo.
Não temas o que não conheces; luta, e sacrifica-te, para que, tão logo, disso não esqueças:
Tudo o que puderes, domines, conquistes, e saibas. Conheças!
Como eu, por nove noites na Yggdrasil, estive sozinho
Em minha busca de sabedoria e de conhecimento, em nada permiti empecilhos.
E hoje desfruto do florescer de todo o meu empenho.
Faça-me de exemplo, e busque seu caminho
Pois, ao decorrer do mesmo, eu estarei contigo.
Sou Odin. Sou o ar pesado do conflito, e o silêncio agradável do estudo.
Sou a magia das runas, sou o conhecimento adquirido.
Sou quem lhe acompanhará em cada batalha,
E quem lhe apoiará ao quebrar todas as muralhas.
Estou contigo desde sua primeira luta até o último suspiro do Ragnarök.
Os bravos e corajosos viverão para sempre.

A lutar com honra em nome de Odin,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

Resenha: A Panela de Afrodite - Márcia Frazão

   Sinopse: "A Panela de Afrodite apresenta uma visão mágica da culinária grega, repleta de pratos saborosos e de baixíssimo custo. Neste livro, a autora faz uma descrição delicada e criativa do universo de Afrodite e apresenta uma relação minuciosa das ervas que mantêm uma correspondência mágica com a deusa. Cinco capítulos são dedicados às receitas propriamente ditas: todos eles precedidos pelas atitudes e disposições espirituais necessárias ao bom andamento dos desejos dos leitores.
   Nas "Receitas para Conquistar um Amor", a comida de Afrodite desperta o poder adormecido e a autoconfiança das pessoas com inúmeros pratos. Nas "Receitas para Reconquistar um Amor", Afrodite se mostra avessa à autopiedade e faz uma verdadeira limpeza das lamentações inúteis. Nas "Receitas para Renovar a Paixão", Afrodite estimular o renascimento dos amores acomodados, e por isso mesmo, impotentes, com deliciosos pratos. Nas "Receitas para Fidelidade no Amor", as fitas de Afrodite lançam vagarosamente os princípios da fidelidade. Nas "Receitas para Esquecer um Amor", Afrodite dá um fim em todos os falsos amores que imobilizam, prendem e mutilam."

   Autor: Márcia Frazão.
   Editora: Bertrand Brasil.
   Páginas: 200.

Resenha

 
   Este é, eu diria, um livro essencial para qualquer bruxa de cozinha (ou Kitchen Witch). E não somente para as bruxas que gostam de ter como altar o fogão! A Panela de Afrodite tem uma linguagem bastante simples e cativante, e traz com um entendimento fácil vários detalhes importantíssimos para uma feiticeira moderna, ainda que relembrando e citando as tradições antigas.
   Como é citado na sinopse, as receitas em si são divididas em cinco capítulos. Além das receitas, existe a introdução - que é deliciosa de ler, assim como tudo o que é ilustrado e comentado por Márcia! -, que trata dos acontecimentos pessoais da autora, enquanto mulher e bruxa; um capítulo dedicado a Afrodite, novamente recheado das experiências vivenciadas por Márcia; e dois capítulos breves citando as ervas dedicadas a Afrodite, bem como os instrumentos utilizados na cozinha para a realização dos alimentos com as bênçãos dessa Deusa.
   A Panela de Afrodite é um daqueles livros que você simplesmente precisa ter seu livro das sombras ou grimório por perto para anotar as dicas e os poemas que ilustram o início dos capítulos! Tanto as descrições das ervas (que possuem além de suas características mágicas algumas dicas de emprego em feitiços) quanto as receitas são coisas que você com certeza quererá ter por perto sempre que possível!
   O embasamento da magia é feito sob os auspícios de Afrodite, desde as ervas até as próprias receitas e suas finalidades. No entanto, não é preciso ser devoto desta Deusa para aproveitar as dicas e receitas, ou para aprender um pouco mais sobre os segredos do amor realizado no seio da casa: a cozinha!

   Nota: 4,5/5
   A Panela de Afrodite veio parar em minhas mãos de uma maneira bastante interessante. Uma professora minha, durante o intervalo de uma aula, trouxe para minhas amigas dois livros de bruxaria - no caso, ambos da mesma autora, Márcia Frazão. Poucos dias depois, a moça que recebeu este livro o emprestou para mim, comentando que seria uma ótima leitura. E realmente foi!
   É um daqueles livros que simplesmente parece falar com você, e que interage de maneira exemplar. A experiência de ler A Panela de Afrodite é como a de estar imerso no próprio mundo de Márcia, na cozinha da própria Afrodite, entre as violetas e os morangos, com o cheirinho de canela no ar. As receitas são descritas de forma simples, e cada capítulo tem uma descrição pessoal da autora sobre aquela situação em questão.
   O conhecimento técnico e direto é substituído por um monólogo repleto de memórias e de vivências - e convenhamos, isto não é lá um defeito! Mas claro que, se você prefere um relato puro a respeito de magia e das maneiras de realizá-la, pode achar um pouco entediante ou desinteressante a forma como a autora transpassa suas mensagens através de experiências pessoais.
   Um dos únicos detalhes que me incomodaram é a capa (um problema já ocorrido com Wicca: Guia do Praticante Solitário), que poderia ser mais bonita e atrativa. Não é um defeito grande, mas não fosse a ótima recomendação, dificilmente teria me interessado somente observando-o de relance. O conteúdo com certeza supera as expectativas, e faz com que seja um dos meus livros preferidos sobre Kitchen Witchcraft. É uma ótima leitura para qualquer pessoa que queira acrescer seus momentos na cozinha com um pouco mais de magia, sob as bênçãos do amor de Afrodite.

A ler entre a sálvia e o manjericão,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

domingo, 7 de junho de 2015

Altar para o Sagrado Feminino e Altar Menstrual

   O altar para o Sagrado Feminino é uma forma de honrar as formas de manifestações das energias femininas. É uma maneira de buscar resgatar a conexão com a(s) Deusa(s), com a natureza feminina em todos os seus aspectos.
   Pode ser feito tanto por mulheres quanto por homens, entretanto, o foco do altar é diferente para ambos. Enquanto mulheres podem fazê-lo para ter uma maior intimidade com seu corpo e com seus ciclos - mantendo, assim, um altar menstrual -, homens podem ter um altar para o Sagrado Feminino para buscarem o equilíbrio entre as energias masculina e feminina, e também compreender os mistérios da(s) Deusa(s).

Altar Menstrual


   O altar menstrual, como é conhecido, é um local sagrado onde a mulher se dedicará a compreender sua própria natureza enquanto mulher, como Donzela, Mãe e Anciã.
   A diferença entre o altar do Sagrado Feminino e o altar menstrual é que o altar menstrual é feito por mulheres durante seu ciclo menstrual, que é o ápice de sua conexão com o Sagrado Feminino. Ou seja, altares para o Sagrado Feminino podem ser feitos por homens, enquanto os altares menstruais são mantidos somente por mulheres (sejam elas cis ou trans) por virtude dos ciclos menstruais. Isto não impede que homens ofertem vinho ou similares em seus altares do Sagrado Feminino, mas o que caracteriza o altar menstrual é a simbologia do ciclo feminino de fertilidade.
   Ele pode ser erigido durante o primeiro dia da menstruação, ou ser mantido independentemente do ciclo menstrual da mulher. No entanto, durante a menstruação, ele deve receber uma atenção maior e dedicação. Isto pode incluir meditações, rituais, orações, danças, bem como a oferta do próprio sangue menstrual no altar, como forma de honra a si própria e à(s) Deusa(s). O sangue ofertado pode ficar pelo tempo que você definir em seu altar, e deve depois ser depositado sobre a terra, como forma de simbolizar o retorno da fertilidade para a natureza.
   Caso a pessoa não menstrue ou não queira depositar seu próprio sangue em seu altar, pode utilizar vinho ou água (preferencialmente que tenha sido banhada e consagrada sob a Lua). Da mesma maneira que o sangue menstrual, o vinho ou a água devem ser depositados sobre a terra, com a mesma simbologia de retornar a fertilidade de seu corpo para a terra.

   Criando seu Altar


   Existem inúmeras formas de criar e decorar seu altar para o Sagrado Feminino. Você pode montá-lo em uma pequena estante, sobre uma mesa de cabeceira, ou em algum espaço que possa utilizar por pelo menos uma semana de seu mês. No caso, é preciso definir se ele será permanente, ou se você - como mulher -, o montará somente durante seu ciclo menstrual. Feito isso, escolha um local que mais se adapte às suas necessidades, e comece a organizá-lo!
   A organização para arrumar um altar é de âmbito completamente pessoal; não existe nenhuma forma "correta" de decorar. Opte por distribuir os objetos e representações da maneira que mais lhe parecer atraente; afinal, este é um cantinho seu, que representará sua própria conexão com a(s) Deusa(s)! Se você ainda não sabe ao certo o que pode colocar em um altar para o Sagrado Feminino, eis algumas das ideias listadas abaixo.

☾ Imagens, desenhos e estátuas de Deusas;
☾ Conchas e Búzios;
☾ Velas avermelhadas ou prateadas;
☾ Caldeirão e/ou Cálice;
☾ Flores e Guirlandas;
☾ Representações de animais ligados à mulher (Serpentes, Gatos);
☾ Símbolos do Sagrado Feminino (Triluna, Labrys, Espiral, Triquetra, entre outros);
☾ Jarro Menstrual (que pode ser substituído por um jarro com vinho);
☾ Diário ou Livro Menstrual;
☾ Colares, pulseiras e joias menstruais;
☾ Incensos que possuam ligação com o Sagrado Feminino;
☾ Gemas como o Jaspe Vermelho, Quartzo Rosa, Pedra da Lua e Pérola, entre outras que possuam conexão com o Sagrado Feminino.

☽❍☾

   Independentemente de sua identidade ou expressão de gênero e orientação sexual, lembre-se sempre que o Sagrado Feminino habita em cada um de nós, e honrá-lo é honrar a própria natureza que nos cerca.

A honrar o Sagrado Feminino e as Deusas,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Hino de Freyja

Eu sou a Senhora do Ouro, pois sou Mardoll.
Sou a ganância que não se cala, mas que não se corrompe
Sou o brilho do ouro reluzindo no fundo do olhar,
E todo aquele que deseja, que sente o querer, tem uma prova do que sou.
Porque sou muito mais do que apenas o amor,
Ou do que somente os conflitos que se enfrenta pelos caminhos da vida.
Sou bem mais do que o ardor da paixão, ou o calor do desejo,
E também não existo somente na fúria da guerra, dos campos de batalha.
Eu sou o orvalho da manhã, que derrete com o brilho dourado do sol.
Sou o filhote que irrompe do útero da mãe, ávido por viver.
Minhas lágrimas trazem consigo o mais puro ouro,
Pois nelas tudo o que há é sentimento, um amor transbordando imaculado em sua pureza.
Eu sou a saudade do amante, sou a busca incessante que continua através dos séculos.
E, sobretudo, sou a Senhora da Magia, Aquela que manipula os tecidos do tempo,
Aquela que traz consigo as maldições e as bênçãos,
Que conhece o poder imanente de um beijo, bem como em sussurros ao vento.
Eu sou Freyja. Conheça-me e sinta-me com todo o amor que há em você,
Pois tudo o que é feito de amor, tem minha essência, tem minha imanência.
Conheça-me com seu desejo, não cale seus instintos, sinta o prazer até o último suspiro,
E assim compreenderá os segredos que não são ditos, aqueles que não posso lhe mostrar sem que você vivencie com todo seu êxtase.
Permita-se sentir o prazer na vida, e eu presenciarei cada momento de sua felicidade.

A amar plenamente na presença de Mardoll,
Alannyë Daeris Aiodunn.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Feitiços Simples: Proteção e Purificação!

   Em qualquer situação, sempre é bom ter algumas dicas de feitiços simples, não?
   Os feitiços de hoje têm como finalidade a proteção e purificação da casa e dos cômodos, utilizando instrumentos e elementos cotidianos que você provavelmente possui em casa.

Proteção


   ☾ Amarre dois pauzinhos de canela em formato de X em cima da porta de algum cômodo ou próximo à sua escrivaninha de estudos ou de trabalho. Consagre as canelas em pau para o Sol e peça que afaste todas as energias negativas.

   ☾ Consiga um quadro, um desenho ou uma representação de um espiral, e ponha-o próximo à entrada de sua casa. O espiral é o símbolo da Deusa, que tem o poder de aprisionar em si as energias negativas. Ou seja, é um ótimo amuleto para proteção. Apenas lembre-se de purificar a espiral sempre que possível, para banir as energias capturadas.

   ☾ Amarre uma chave antiga numa fita vermelha e coloque-a atrás de sua porta. O vermelho é uma cor fortíssima para proteção. Esta é uma tradição mediterrânica.

   ☾ Corte uma cebola ao meio, desenhe em seu interior um pentagrama em cada metade, e amarre novamente com uma fita preta. Esconda-a em sua cozinha, a fim de obter proteção contra energias negativas - a cozinha é um local de transmutação, de conservação de energias utilizadas e consumidas a todo momento.

   ☾ Coloque em um pote de vidro vários objetos pontiagudos, e uma pedra turmalina preta ou ônix. Queime na tampa uma vela preta, visualizando que este pote servirá para atrair tudo o que for negativo e tentar adentrar sua casa. Enterre o pote em seu jardim, ou esconda em um local alto de sua casa.

Purificação


   ☾ Faça um chá de rosas, e adicione alecrim e sal. Deixe esfriar e borrife em sua casa, visualizando que está purificando e livrando os cômodos de todas as energias negativas do local.

   ☾ Coloque uma ametista em um copo e deixe no cômodo que precisa ser purificado. Visualize-a sugando todas as energias negativas, o que pode ser feito para preparar cômodos para rituais. Depois purifique e energize a ametista novamente.

   ☾ Acenda um incenso de arruda e segure uma pena (que preferencialmente deve ser natural) na outra mão. Ande com os dois pela casa, indo em direção à porta, visualizando-os filtrando e expulsando as energias negativas.

   ☾ Em um copo com água, adicione um pedaço de carvão vegetal - o mesmo utilizado para fazer churrasco. Deixe em um local que não seja alvo de olhares alheios por no máximo uma semana. O carvão atrairá todas as energias negativas que se acumulem no recinto, portanto, ao se desfazer dele, coloque-o diretamente na natureza.

A proteger e purificar,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

sábado, 9 de maio de 2015

Mito da Criação: Mitologia Asteca


   A mitologia asteca é uma das mais ricas e repletas de diferentes deidades, possuindo caráter politeísta. Existe uma enorme gama de deidades, também pelo fato de que o povo asteca incorporava aos seus cultos os Deuses de povos que eram conquistados.
   O mito de criação asteca possui diferentes versões, pois era transmitido de forma oral entre o povo, porém há um consenso sobre a história mais recorrente, que é a descrita no decorrer deste texto. É conhecida como "A Lenda do Quinto Sol".

   Haviam existido cinco eras de criação e destruição do mundo. Durante cada uma destas eras, diferentes deidades tiveram domínio sobre a terra, os quais foram destruídos e divididos entre outros inúmeros sóis - ou seja, alusão às estrelas e ao universo.
   Ometeotl, o criador do universo, era tanto macho quanto fêmea. Este deu à luz as quatro direções, personificadas como deidades: norte, sul, leste e oeste. Para criar os humanos, era necessário um sacrifício, e cada deidade sacrificou-se em nome de sua própria criação.
   O primeiro mundo foi criado por Tezcatlipoca, e era habitado somente por gigantes, mas acabou quando os gigantes foram devorado por onças.
   O segundo mundo, conhecido como mundo do sol, foi criado a partir do sacrifício de Quetzacoatl, e era povoado por seres humanos. Foi assolado por enchentes, furacões e catástrofes, e seus habitantes refugiaram-se em árvores, tornando-se macacos.
   O terceiro mundo era feito majoritariamente por água, e foi criado pelo deus Tlaloc. Os povos que habitavam este mundo comiam apenas sementes aquáticas, até que o deus Quetzacoatl fez chover fogo e cinzas sobre o mundo. Desta forma, os seres que não pereceram tornaram-se aves e outros animais.
   O quarto mundo foi criado por Chalchiuthlicue, irmã e esposa de Tlaloc. Também era repleto de água. Seu planeta foi destruído por enchentes, e todos os seres que o habitavam tornaram-se peixes e animais aquáticos.
   Após todos estes acontecimentos, os Deuses reuniram-se em Teotihuacán para definir finalmente quem se sacrificaria para criar o quinto mundo, que deveria prosperar. O deus Huehueteotl, senhor do fogo e da idade, acendeu uma grande fogueira cerimonial, para que o sacrifício fosse feito e o último mundo fosse criado. No entanto, nenhuma deidade possuía coragem de ofertar a si mesmo, e foi decidido por todos que a deidade que deveria sacrificar-se era Tecucitecatl. No momento de adentrar as chamas, este vacilou, e uma deidade de menor importância - Nanahuatzin -, conhecida por ser humilde e de poucos recursos, lançou-se na fogueira sem hesitar.
   Ao ver que Nanahuatzin havia sacrificado-se e se tornado o Deus-sol do quinto mundo, Tecucitecatl retoma a coragem e adentra a fogueira cerimonial, decidindo acompanhá-lo, tornando-se o Deus-Lua. Os Deuses reunidos sacrificam-se para criar a água preciosa, o elemento essencial para o sangue, e a vida é criada no quinto mundo - ou seja, a própria Terra. Por este motivo, os sacrifícios eram necessários: para honrar ao ato realizado pelos Deuses no momento da criação dos humanos, e também para manter os Deuses do Sol e da Lua em seu movimento essencial à vida.

A contemplar a criação,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Leis da Magia

Imagem do Samhain do Coven que participo.
   A magia nos cerca em tudo o que existe. E, assim como as próprias forças da natureza, possui aplicações que podem ser observadas em ação.
   Estas aplicações, atuações ou consequências são chamadas de Leis da Magia.

As Leis da Magia


   Lei do Conhecimento: Quanto mais se sabe sobre algo, mais se tem poder sobre esse algo. Se você conhece muito sobre alguma coisa, mais tem capacidade de controlá-la e agir sobre ela. Saber é poder.

   Lei do Autoconhecimento: Similar à Lei do Conhecimento, pois você deve conhecer a si mesmo para que tenha poder pleno sobre si. Ou seja, quanto mais você conhece e compreende seu ser, melhor desenvolverá a magia, sabendo lidar com seus pontos fortes e fracos. É preciso que se dedique a conhecer a si mesmo para realizar magia efetivamente.

   Lei da Causa e Efeito: Assim como a própria lei científica, a Lei de Causa e Efeito prediz que toda a ação mágica terá uma consequência de mesma proporção - e isto não implica em um retorno. Ou seja, eventos semelhantes produzem resultados semelhantes; conhecendo como lidar com as variáveis, você terá o resultado que almeja ao praticar magia.

   Lei da Sincronicidade: Não existe coincidência; dois eventos acontecendo ao mesmo tempo podem ter mais coisas em comum do que somente o momento em que acontecem. Raramente as coisas acontecem sem estar interligadas, pois tudo costuma estar relacionado entre si.

   Lei da Associação: As semelhanças entre duas ou mais coisas podem interagir e exercer controle sobre elas. Quanto mais houver algo em comum entre dois eventos, maior será a influência que pode ser exercida.

   Lei da Similaridade: Possuir representações sobre o que você deseja trabalhar na magia ajuda a ter controle sobre isto, pois a similaridade traz o poder sobre o que há em comum - isto funciona de maneira similar à Lei da Associação. Imagens, desenhos, representações físicas são poderosas por sua representação daquilo que se deseja, e portanto podem ser utilizadas em magia através da Lei da Similaridade.
   Exemplo: Fotografias; Dagydes (conhecidas como bonecas voodoo).

   Lei do Contágio: Tudo o que esteve em contato em algum momento, prossegue em contato após a separação. A magia é contagiosa, então quando é compartilhada, ela cria um link entre as duas situações. Esta Lei dita a existência de "links" mágicos, ou seja, conexões feitas a partir de lembrança ou de objetos. Todas as pessoas que você tocou possuem um "link" mágico com você, embora este seja mais forte ou fraco dependendo da frequência. Da mesma maneira, pode-se utilizar uma parte do corpo de alguém (seja a saliva, o cabelo ou uma unha, por exemplo) para que seja criado um link mágico a partir disto.

   Lei dos Nomes: Conhecer o nome completo sobre algo lhe confere poder sobre isso. Funciona como um link mágico, mas também como uma associação. Indica, também, que você detêm conhecimento completo sobre a natureza deste algo.

   Lei das Palavras de Poder: Existem palavras que podem alternar entre as realidades, modificá-las e possuir poder entre elas. O poder pode existir tanto na estrutura da palavra, em sua sonoridade, quanto em seu significado.

   Lei da Personificação: Qualquer fenômeno pode ser considerado vivo e possuir personalidade. Qualquer coisa pode se tornar uma pessoa, e assim ser contatada. A magia está em tudo, e portanto, tudo está vivo.
   Exemplo: Pessoas que trabalham com magia climática podem personificar as nuvens e então trabalhar com elas de maneira mais efetiva e fácil.

   Lei da Invocação: É possível estabelecer comunicação interna com entidades exteriores ou interiores a si mesmo. Durante a invocação, estas entidades parecerão estar fundidas à pessoa, como apenas uma. A invocação traz a entidade para dentro de algo.

   Lei da Evocação: É possível estabelecer comunicação externa com entidades exteriores ou interiores a si mesmo. Durante a evocação, estas entidades parecerão estar externas à pessoa, e não unidas. A evocação traz a entidade, mas não para dentro de nada.

   Lei da Identificação: É possível que, através da identificação máxima entre dois seres, estes podem acabar compartilhando características e tendo domínio sobre ambos, tornando-se similares - ou seja, um ser pode tornar-se outro através da incorporação de suas características.

   Lei dos Universos Pessoais: Cada ser senciente cria seu próprio universo que nunca será totalmente igual ao de outro ser. Realidade é um consenso entre opiniões, pois cada qual vive sua própria realidade, que não pode ser completamente compreendida por nenhum outro ser, senão o próprio.

   Lei dos Universos Infinitos: O número total de universos nos os quais os fenômenos podem acontecer de formas diferentes é infinito. Tudo é possível, embora algumas coisas sejam mais prováveis do que outras.

   Lei do Pragmatismo: Se funciona, é real. Se uma crença, ou um pensamento o leva a realizar os objetivos que determina, então é funcional. Ou seja, tudo o que você acreditar, e funcionar, é real para você. Isto se aplica à religiões, sistemas mágicos, mas também em outros campos da vida.

   Lei das Verdadeiras Falsidades: Um conceito ou ato pode parecer sem sentido ou mentiroso, porém, caso funcione em uma situação específica, é considerado verdadeiro. Mesmo que retirando as situações nas quais este conceito/ato seja funcional, ele ainda assim é verdadeiro. Se é um paradoxo, ainda pode possivelmente ser verdadeiro.

   Lei da Síntese: A síntese de dois ou mais padrões opostos de dados produzirão um novo padrão que será mais verdadeiro do que os dois primeiros. Assim, ele será aplicável a mais realidades.

   Lei da Polaridade: Qualquer padrão ou dado pode ser dividido em, no mínimo, duas características opostas, e cada uma possuirá a essência da outra em si mesma. Esta essência oposta que existe em cada característica pode ser utilizada para atraí-las.
      Lei dos Opostos: Uma sub-lei da Lei da Polaridade. Tudo o que se sabe que é oposto a algo pode auxiliar a conhecê-lo, pois sabe-se o que aquilo não é. Ou seja, controlar o oposto de alguma coisa (ou algo que seja próximo ao oposto) facilita o controle sobre esta coisa.

   Lei do Equilíbrio Dinâmico: Para sobreviver e possuir poder, é preciso manter o equilíbrio dinâmico em todos os aspectos de seu próprio universo. O extremismo é perigoso em todos os universos.
   Exemplo: Pessoas que realizam magia somente para finalidades destrutivas atrairão esta destruição para si, pois o extremismo em sua magia acabará trazendo e incorporando isto para sua vida. A falta de equilíbrio acomete na atração daquilo que se está exagerando.

   Lei da Perversidade (Lei de Murphy): Se algo pode acontecer errado, irá dar errado, e na pior forma possível. Mesmo se nada puder sair errado, o universo pode mudar para que as coisas deem errado de qualquer maneira.

   Lei da Unidade: Qualquer fenômeno existente está relacionado direta ou indiretamente a todos os outros, seja no presente, no passado ou no futuro. A falta deste conhecimento indica compreendimento incompleto sobre a magia e sobre os universos.

   Lei dos Dados Infinitos: O número de fenômenos, dados e informações para se conhecer é infinito. Nunca se deixa de aprender algo novo.

   Lei dos Sentidos Infinitos: Todos os seres são limitados em sua percepção - seja no alcance ou na quantidade de informações que se pode obter. Portanto, existem coisas e situações que você não pode notar - só porque você não consegue observar sozinho, não significa que não seja real.

   Lei das Consequências Não Intencionais: Independentemente se você obteve ou não a finalidade que pretendia com o que fez, terá, pelo menos, outros três efeitos que não esperava. Um destes efeitos resultantes geralmente é desagradável.
 

As Três Leis da Magia de Eliphas Levi:



  1. A Lei da Vontade Humana: O sucesso da magia depende da vontade e do empenho convocados e dirigidos pelo mago.
  2. A Lei da Luz Astral e o Princípio Etéreo Intermediário: A energia permeia o universo e o mago pode acessar e utilizar as energias para realizar mudanças em qualquer distância.
  3. A Lei do Encadeamento: O interior e o exterior são conectados, o material e o ideal, desde que não haja diferença entre o microcosmo e o macrocosmo.


Fontes de pesquisa: Deoxy, Morada da Magia.
A compreender as Leis,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Meditando com Hécate

   A Rainha das Bruxas, Senhora das Encruzilhadas. Esta meditação servirá para você buscar as respostas para o que tem dúvida com a ajuda de Hécate, Aquela que possui as chaves e as tochas para iluminar seu caminho.
   Você precisará de um caldeirão ou recipiente de coloração preta, de preferência. Pode ser uma tigela, uma panela, desde que seja possível colocar água em seu interior. Caso queira utilizar incensos ou velas, escolha os que mais achar apropriado para o momento. Músicas também são opcionais, mas evite-as caso possam atrapalhar sua concentração.
   O local deve ser calmo, no qual você não será perturbado durante a meditação, e preferencialmente com iluminação baixa.

☽❍☾
   Convide Hécate para seu círculo mágico e feche os olhos ao sentir sua presença.
   Você está em uma estrada. O sol já não aparece mais no horizonte, mas é possível notar uma coloração levemente alaranjada no céu, que escurece a cada momento que passa. É uma estrada abandonada, que atravessa e adentra uma floresta.
   É possível ver alguns vaga-lumes brilhando pelo trajeto, e a luz do luar é bastante forte, iluminando-o mesmo enquanto você entra pela floresta, seguindo a estrada. A fauna emite seus sons, e você pode notar que é um local com muitos animais. Um cão aparece na estrada. É um cão negro, de grande porte.
   Aproxime-se do cão, e deixe-o guiá-lo pela estrada. Vocês chegarão a uma encruzilhada. Uma mulher se aproximará, e o cão deitará sobre seus pés. Ela possui uma capa negra, e revela seu rosto para você, puxando o capuz para trás. Suas feições são as de uma mulher na metade de sua vida, mas você consegue notar que há muito mais nela, profundo e imanente - você consegue sentir o poder pulsar. Em uma de suas mãos, está uma tocha que queima em um tom violeta.
   Ela lhe cumprimentará. Falará seu nome - Hécate! Converse, fale o que tem desejo neste momento. Prossiga caminhando com Hécate, e ela adentrará a floresta. É densa e escura, pois nem mesmo a luz do luar atravessa a copa das árvores, mas a tocha da Deusa ilumina sua caminhada. Você pode sentir os animais lhe observando, mas sabe que nenhum mal será feito. Apenas caminhe e abandone seus medos, deixando-os para trás, na encruzilhada.
   Hécate lhe levará até uma clareira, na qual existe uma pequena casa, um lago de tamanho pequeno, um caldeirão próximo ao lago, e aonde a Lua brilha intensamente, iluminando e refletindo seu brilho nas águas prateadas. Ela deixará a tocha em um suporte próximo à casa, e se aproximará do caldeirão.
   A Deusa lhe convidará para olhar nas águas de seu caldeirão. É um ponto de conexão com o passado e o futuro, a vida e a morte, o submundo e a superfície. Tudo o que já foi, e tudo o que será, está contido nestas águas.
   Diga a ela o que deseja saber, o que precisa responder. Abra seus olhos, e observe o seu caldeirão (ou recipiente) com água. São as águas de Hécate, repletas de sabedoria. Ela lhe mostrará suas respostas. Pode ser uma imagem, uma situação, uma frase, uma única palavra. Apenas você e Hécate saberão. Quando conseguir visualizar, logo as imagens se tornarão turvas e se apagarão. Feche os olhos novamente.
   Hécate comentará sobre o que foi visto. Pergunte, tente compreender com a ajuda da Deusa. Fale o que tem em seu coração, e peça-a para que lhe auxilie melhor, seja sincero em suas palavras e em seus sentimentos. Ela lhe dirá para receber a sabedoria de seu caldeirão. Molhe seu dedo indicador na água de seu caldeirão e desenhe um pentagrama em sua testa.
   Neste momento, Hécate buscará novamente a tocha. Ela entregará a tocha a você, e lhe dirá para iluminar seus próprios caminhos, seguir sua estrada que é somente sua, e não ter medo de afastar o que lhe faz mal.
   "O fogo que ilumina e clareia é o mesmo que queima e devasta. É o fogo que traz a evolução, mas que traz a destruição. E assim deve ser feito sempre que for a necessidade."
   Por último, ela retirará uma chave de seu vestido, e lhe entregará. Observe a chave que lhe foi dada - como se parece para você? Pense em suas características, pois elas representam algo sobre seu futuro e sobre a questão perguntada. Abra os olhos. Hécate ainda estará no círculo, então ouça-a dizer algo mais, e faça seus últimos comentários e agradecimentos.
   Oferte a ela a água do caldeirão, e deixe-a no seu altar até a manhã, ou jogue-a na natureza (em um jardim ou em um vaso de plantas, por exemplo). É possível que durante esta noite você tenha sonhos com Hécate ou com a questão perguntada. Peça sinais a ela caso deseje confirmar algo.

A meditar com a Senhora das Encruzilhadas,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Hino para Yinepu

Sou aquele que lhe guia,
Aquele que lhe acompanha, mesmo após sua partida.
Eu sou a noite serena sobre as areias do deserto,
Sou o brilho escuro das águas tranquilas,
Sou o Nilo em profundeza, sou a calmaria que envolve.
Quando envolto em meu abraço, não há retorno.
Eu sou o olhar vigilante e atento, sou o guardião dos que já foram,
Sou o guia silencioso, o conhecedor dos mistérios da pós-vida.
Sou a força que surge do seu lado mais sombrio, a vontade de viver que luta e supera.
Quando não houver para onde ir, clame por mim e eu lhe encontrarei.
Eu lhe guiarei pelas sombras e ungirei-o com a sabedoria que a mim foi ensinada.
Sou o fruto proibido, o erro abandonado, aquele que foi resgatado e acolhido.
Sou quem pode lhe acolher e afastar seus medos, sou quem pode lhe amar.
Quando estiver sozinho, saiba que estarei atento às suas lágrimas.
Eu sou Yinepu. Sou Anúbis. Sou o Chacal Negro. O Embalsamador. O conhecedor dos mistérios da vida e da morte. O guardião dos caminhos.
Sou aquele que pesa o coração. Aquele que guia o julgamento. Aquele que acompanha e guia, que protege e guarda.
Sou a calma e a tranquilidade, mas sou a sabedoria e as sombras por trás do véu. Chame por mim, e eu lhe encontrarei. Traga sua sinceridade, e lhe trarei os segredos que lhe são reservados.
Entregue-se à calmaria, às profundezas do ser, e serei seu guardião e guia.
Serei aquele que lhe levará às sombras para que conheça a luz. Que lhe mostrará o mar revolto em si, para que controle-o e aprenda a ser o que é por completo.
Eu sou o Chacal que lhe guiará.
Estou aqui, estive aqui, e sempre estarei.

A seguir os passos do Chacal,
Alannyë Daeris Aiodunn.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Samhain

   O Samhain é o terceiro e último Sabbath de colheita. É celebrado em 31 de outubro no Hemisfério Norte, e em 1º de maio no Hemisfério Sul. Marca o final definitivo do verão e da época de calor, iniciando o período escuro e frio do ano. Por este motivo, também é conhecido como o Ano Novo das Bruxas, o Halloween.
   É uma das duas noites mais mágicas do ano, juntamente com Beltane, quando o véu entre os mundos fica mais fino e é possível comunicar-se mais facilmente com as energias de ancestrais e seres mágicos. Na noite de Samhain, comemora-se os amados que já partiram, assim como a Deusa em sua face Anciã, e o Deus como Senhor dos Mortos.
   O Samhain é um Sabbath de celebração, mas de introspecção. Celebra-se e comemora-se os ancestrais e a noite mais mágica do ano, pois é o Dia das Bruxas, mas são feitas reflexões e preparações para a metade escura e fria do ano. O Deus, durante esta noite, morre, e portanto o mundo entra em escuridão sem sua presença. A Deusa adentra o submundo e une-se em amor com seu consorte, para que retorne à vida no Yule como a criança prometida, a luz que retornará aos poucos à vida.
   Os símbolos do Samhain são as maçãs - pois são símbolos de imortalidade e de magia -, abóboras, vassouras, grãos e frutos, flores e folhas de outono, gatos, velas e fogueiras, que eram acesas para que os ancestrais encontrassem seus caminhos para o submundo. Todas as tradições e decorações de Halloween podem ser utilizadas em Samhain, pois a comemoração popular deriva do Sabbath das Bruxas.
   Existem várias celebrações tradicionais de Samhain. Honra-se os ancestrais, colocando suas fotos nos altares e queimando seus nomes em alegria no caldeirão; grandes banquetes são feitos e parte do alimento pode ser ofertado a estes ancestrais; divinações podem ser feitas para prever os acontecimentos da próxima metade do ano. O dia pode ser separado para a introspecção e meditação; a noite, para a comemoração e celebração.
   No Samhain, prepara-se para o momento de dificuldade do inverno. É quando olhamos para o ano que passou e refletimos sobre nossas atitudes e ações, sobre nossos erros e acertos. E, portanto, é quando olhamos para frente e definimos metas para o ano que inicia. O ciclo da vida está completo com a morte do Deus, e inicia-se novamente a partir de Yule, com seu nascimento através do ventre sagrado da Deusa.
   Um feitiço clássico de Samhain é a Corda da Bruxa. Divinações são bem-vindas para compreender o ano que se aproxima e buscar uma orientação sobre seu futuro. Agradecimentos ao Deus por seu sacrifício e a comemoração pelos ancestrais são realizados durante o Sabbath. Fogueiras são acesas - mesmo que em caldeirões - para honrar os Deuses e os ancestrais, para queimar os pedidos e metas do ano que se aproxima, assim como para enviar aos Deuses os agradecimentos do ano que se passou. Máscaras, vassouras e bastões podem ser confeccionados ritualisticamente durante o dia de Samhain. A conexão com vidas passadas também é favorecida durante o Samhain.

   Incensos típicos de Samhain: mirra, sálvia, artemísia, hortelã, patchouli, alecrim.
   Pedras típicas de Samhain: ônix, obsidiana negra e floco-de-neve, granada, hematita, âmbar, cornalina, turmalina negra, preferencialmente de coloração escura.
   As cores que representam o Samhain são: preto, laranja, roxo, vermelho, branco, dourado e prateado.
   Ervas típicas de Samhain: verbena, maçã, alho, abóbora, sálvia, hortelã, carvalho, crisântemo, patchouli, calêndula, pêra, alecrim, castanhas, milho, todos os grãos, romã, louro, artemísia.
   Comidas típicas do Samhain: alimentos feitos com maçã, carne, nozes, abóbora, romã, batata, milho, trigo, gengibre.
   As Deusas que tem ligação com Samhain são todas aquelas em sua face Anciã, como por exemplo: Cailleach, Hel, Persephone, Bast, Baba Yaga, Kali, Cerridwen, Hécate.
   Os Deuses com ligação com Samhain são aqueles com a face Senhor das Sombras aflorada, como por exemplo: Anúbis (Yinepu), Loki, Osíris (Wesir), Hades, Cernunnos, Dis.

A celebrar entre as abóboras,
   Alannyë Daeris Aiodunn.