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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Bruxaria Cósmica: Chuva de Meteoros Líridas

Fonte. Editada pela autora.
   Em ocorrência há alguns dias, a chuva de meteoros Líridas atingiu seu ápice na madrugada de hoje (22/04), e nessa noite ainda pode ser vista no céu noturno a olho nu - especialmente pois a Lua Nova permitirá um céu bem escuro que favorece a observação desse fenômeno. E sabe o que isso significa? Que é noite de Bruxaria Cósmica!
   As Líridas são uma das chuvas de meteoro mais antigas conhecidas pela humanidade, e observações astronômicas desse fenômeno são feitas há pelo menos 2,500 anos! Ela é formada pela nuvem de detritos espaciais do cometa C/1861 G1 Thatcher, cuja órbita é atravessada pela Terra anualmente em meados do mês de abril. Ela recebe esse nome pois o ponto no céu em que aparece - área denominada de "radiante" - fica na constelação de Lira, na região norte do céu. Os fragmentos parecem surgir de Vega (Alpha Lyrae), que é uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno. Para esse ano, a NASA espera que aproximadamente 15 meteoros sejam observados por hora - as Líridas possuem baixa ocorrência em comparação com outras chuvas de meteoros, mas ainda são uma experiência incrível de se observar!
   Para melhor observação, vá para um local com pouca iluminação, de preferência afastado de cidades grandes. Vista-se bem para o frio noturno e leve um cobertor e travesseiro para se deitar de forma confortável, pois você ficará com muitas dores no pescoço se tentar observar sentado. As Líridas podem ser vistas a olho nu, mas uma luneta ou telescópio facilitam bastante; basta apontá-los para a região de Lira. Para encontrá-la no céu, você pode usar um aplicativo de astronomia para computador ou celular, como o Stellarium ou SkyMap, ou ainda guias na internet.
   Na mitologia, a constelação de Lira representa o instrumento mágico homônimo criado pelo deus Hermes, que foi dado a seu irmão - o deus do Sol e das Artes, Apollo. A música tocada por esse instrumento era tão divino que todas as criaturas ficavam hipnotizadas ao ouvir. Essa constelação também é associada com o mito do músico e poeta grego Orpheus, e foi catalogada pela primeira vez pelo astrônomo grego Ptolomeu no segundo século.
   Em outras culturas, essa constelação é interpretada de maneira diferente; no País de Gales, é conhecida como A Harpa do Rei Arthur. O poeta pérsico Hafiz se referia a ela como A Lira de Zurah. Os Incas chamavam essa constelação de Urchuchillay, que é uma divindade lhama multicolorida que cuidava dos animais. Também é muito associada a urubus e águias, e um nome alternativo para essa estrela é Vultur Cadens - O Urubu Cadente.
   A contelação de Lira além de abrigar Vega - a quinta estrela mais brilhante -, também contém a estrela variável RR Lyrae, e muitos objetos de céu profundo (deep sky objects) notáveis, como o aglomerado globular Messier 56, a nebulosa planetária Messier 57 (Nebulosa do Anel), o trio de galáxias em processo de colisão NGC 6745, e o aglomerado estelar aberto NGC 6791.

As Líridas na Magia


   Há diferentes formas de trabalhar com uma chuva de meteoros - através da constelação, da estrela Vega, ou do cometa Thatcher e seu fenômeno consequente. Como as Líridas são regidas por Hermes (e Apollo em segunda instância), essas duas divindades podem ser invocadas e honradas para auxiliar em suas práticas. Não há necessidade de ver o fenômeno para aproveitá-lo magicamente, mas se for possível fazer a observação e realizar suas práticas ao ar livre, é muito melhor! As atividades mágicas que estão favorecidas nessa noite são:

• Transe.
• Divinação.
• Música e talentos artísticos.
• Submundo.
• Comunicação e comunhão com espíritos.
• Viagem astral.
• Inspiração e criatividade.
• Poder.
• Amor.
• Encantamentos.
• Desejos em geral.
• Esperança.
• Sorte e fortuna (estão relacionados com meteoros).

Usando a Estrela Vega


Símbolo de Vega.
   Você também pode optar pela influência de Vega em sua magia. Para isso, desenhe o símbolo dessa estrela (representado na imagem ao lado), e invoque suas propriedades. Alguns dos ingredientes e elementos que podem ser usados magicamente em atividades com Vega e/ou a chuva de meteoros dessa noite:

Elemento: Ar.
- Cores: Branco, prateado, verde, azul-claro e amarelo.
- Cristais: Peridoto. Outros que podem ser usados são o Citrino, Lápis-Lazuli, Ametista, Quartzo Translúcido, Pedra-estrela.
- Ervas: Lavanda, alecrim, oliva, ervas regidas pelo elemento ar ou associadas com o planeta Mercúrio em geral.
- Regentes Planetários: Mercúrio e Vênus.

Usando o Cometa


   Como essa chuva de meteoros é criada pela movimentação de um cometa, você pode escolher utilizar a influência desse corpo celeste em sua magia também. As propriedades específicas relacionadas com cometas são:

• Quietude.
• Equilíbrio.
• Controle.
• Transformação.
• Ciclos.
• Isolamento.

   Você pode meditar observando a chuva de meteoros e considerar esses aspectos em sua vida - estamos atualmente em período de isolamento, transformação, e principalmente de quietude. A Lua essa noite está na fase perfeita para essas reflexões, portanto, será uma experiência única e bastante reveladora!

Canalização 


   Para aproveitar o máximo da energia das Líridas, você pode canalizar seu poder durante sua observação do céu noturno. Para fazer a canalização:

1. Em um local tranquilo e adequado, concentre-se. Se possível, faça um aterramento antes.
2. Coloque as palmas das suas mãos viradas para cima.
3. Visualize a energia do cometa, de Vega ou da chuva de meteoros sendo emanada e viajando até você, lhe envolvendo e entrando em seu corpo.
4. Quando começar a sentir uma sensação formigante ou quente, você está carregado energeticamente e pode direcionar a energia para onde quiser - veja as atividades mágicas sugeridas abaixo.

   Depois da utilização, não se esqueça de fazer um aterramento e enviar a energia restante para o universo, agradecendo pelo fornecimento da mesma, e evitando ficar com um desequilíbrio energético.

Atividades Mágicas Sugeridas


   Muitas coisas podem ser feitas sob a influência dessa chuva de meteoros, dentre elas:

• Faça uma representação da constelação de Lira com cristais ou velas em seu altar, ou no local onde estiver fazendo a observação.
• Conexão com os ancestrais (estamos quase em Samhain, que é o período mais favorável do ano para isso!).
• Crie um sal ou pó estelar (use ervas moídas e glitter) e consagrá-lo.
• Realize alguma poção adequada.
• Carregue baterias energéticas com as propriedades correspondentes.
• Ative e energizar sigilos.
• Energize escudos mágicos ou wards.
• Meditações e viagens astrais.
• Divinação e consulta de oráculos em geral.
• Oferte ou crie alguma música, poesia ou composição artística.
• Faça scrying estelar.

Método de Divinação da Estrela Cadente


   Por fim, uma sugestão de método divinatório que pode ser usada com diversos oráculos: Tarot, Baralho Cigano (Lenormand), Runas Nórdicas, Runas da Bruxa e similares. Ela pode ser feita em qualquer período desejado, mas sob a influência de uma chuva de meteoros, essa leitura fica muito favorecida!


Cartas 1 - 5: A Estrela. O que está acontecendo no momento; a mensagem ou previsão em si, especialmente os desejos e sonhos que podem ser realizados e concretizados por completo em sua vida.
Cartas 6 -12: A Cauda. Os eventos passados e as energias que levaram a situação e previsões atuais. A carta 6 representa o passado mais próximo, indo em direção até a 12, que representa o passado mais antigo.
Carta 13: O Destino. O longo prazo; o que será aprendido, conquistado, ou conhecido no futuro. As cartas 12 e 13 são cíclicas em conjunção, como cometas orbitam o Sol e completam um ciclo. Pode indicar uma maneira de quebrar hábitos antigos e ciclos prejudiciais em sua vida.

Algumas informações daqui.
Método da Estrela Cadente adaptado dessa imagem.


• ☾ •

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A observar a imensidão do firmamento,
   Alannyë Daeris.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Vegvisír

   O Vegvisír é um símbolo islandês utilizado para trazer boa sorte em viagens. Seu nome, em tradução livre, significa "sinal guia". Por vezes é conhecido como "bússola viking" ou "bússola rúnica".
   Essa runa traz a boa ventura em viagens, afasta tempestades e mau tempo, e também evita que a pessoa que a utiliza se perca. Originalmente, o Vegvisír era empregado para viagens marítmas, porém seu propósito pode ser adaptado para práticas mágicas atuais.
   A utilização do Vegvisír, tanto na antiguidade quanto nos dias presentes, pode ser feita através de amuletos ou talismãs, ou desenhado no corpo. Os povos islândicos entalhavam em seus navios para que sempre encontrassem seu caminho, e desenhavam com sangue na testa dos viajantes que partiam em longas viagens.
   Esse símbolo aparece, no Manuscrito Huld (1860 d.C), um livro de sigilos, encantamentos e selos islândicos, juntamente com vários outros símbolos similares. Também é visto em outros dois outros manuscritos: Galdraskræður (1940 d.C) e Galdrakver (Séc. XIX). Porém, o Vegvisír também é citado em inúmeros grimórios datando do século XVII, tendo possivelmente influência antiga germânica.

Imagens do Vegvisír em manuscritos. São eles, respectivamente: Manuscrito Huld, Galdraskræða e Galdrakver.

   No Manuscrito Huld, a seguinte frase acompanha o desenho rúnico: "Quando esse símbolo é carregado, a pessoa nunca perderá seu caminho em tempestades ou em tempo ruim, mesmo que o caminho não seja conhecido".
   É visto como um quadrado no Manuscrito Huld, porém também é desenhado em formato circular. Porém, não deve ser simplificado, e todas as linhas devem ser desenhadas ao ser utilizado em magia rúnica. O motivo para evitar as versões mais simplificadas é o fato de que, como é um símbolo rúnico, todos os traços e runas tem sua importância. Assim, empregar magicamente um Vegvisír sem todos os seus detalhes pode surtir pouco ou nenhum efeito.

Na imagem acima, dois Vegvisír encontrados na internet.

   Pode-se observar nas imagens acima dois Vegvisír. O símbolo da esquerda é o simplificado, que deve ser evitado em usos mágicas. Circulei em vermelho os locais aonde faltam detalhes.
   Na direita, um Vegvisír fiel ao descrito no Manuscrito Huld. Circulei em azul o detalhe opcional, que nem sempre é visto em todos os símbolos.
Fontes: Galdrastafir
A viajar tranquilamente,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

terça-feira, 31 de março de 2015

Os Elementos!

Adicionar legenda
   Os elementos são as energias básicas que compõem o universo em que vivemos. São utilizados na magia, por sua força e presença contínua no cotidiano, e também pela facilidade de entrarmos em contato com estas energias.
   Não se deve pensar nos elementos como sua representação física, mas sim suas energias, suas correspondências e características. 
   A água, por exemplo, não é somente aquela que bebemos e tomamos banho; a água é nossas emoções, nossos sentimentos profundos, nossa intuição. Por isto, é importante que se estude a respeito de cada um, para que se saiba aonde e como utilizá-los na magia.
   É importante ressaltar que cada pessoa pode possuir diferentes atribuições além das aqui citadas, ou seja, o estudo dos elementos pode ser muito mais amplo do que parece!
   Muitas formas de magia diferentes podem ser feitas através da simples aplicação das propriedades mágicas de cada elemento. 
   Por exemplo, para purificar algo, podemos colocá-lo sob uma corrente de água - a torneira, ou um riacho com correnteza. Isto pois a água possui propriedades de limpeza, purificação, e não precisa-se realizar nada muito complexo para utilizar esta propriedade.

   Terra: É o elemento mais presente em nossa vida, por ser abundante no planeta em que vivemos. A terra não é somente aquela porção física que podemos pegar em mãos, mas sim a estabilidade, a base de tudo. É através da terra que os outros elementos podem se apoiar, e se manifestar.
   As correspondências da terra são a abundância, fertilidade, riqueza, prosperidade, estabilidade, fortuna. Ela é a mãe fértil e protetora, o emprego que nos sustenta, a capacidade de crescer e evoluir. Por isto, a Terra é considerada um elemento feminino - e possui tantas correlações com Deusas, como a Mãe-Natureza, Gaia.
   Ponto cardeal: Norte. 
   Representações: Pedras, cristais, árvores, folhas, terra, areia, frutos, flores. 
   Elemental: Gnomos.
   Cores: Verde, marrom e amarelo. 
   Estação do ano: Outono.

   Ar: É o elemento que domina os pensamentos, o intelecto e o conhecimento. É rápido como o vento, como o raciocínio. Através do ar, nos comunicamos, respiramos, pensamos, raciocinamos, aprendemos. Por isto, o ar traz mudança, novidades.
   As correspondências do ar são liberdade, mudança, rapidez, intelecto, criatividade, conhecimento, raciocínio, descoberta, viagens, notícias, comunicação, aprendizado. Ele é um elemento masculino, que domina todo o tipo de conhecimento e ensinamento, a luz de aprender e saber mais. Por assim ser, também é o elemento que auxilia nas divinações, em visualizações e em oráculos.
   Ponto cardeal: Leste.
   Representações: Penas, corujas e animais alados, incensos, fumaça, perfumes, essências.
   Elemental: Silfos.
   Cores: Azul-claro, cinza e amarelo.  
   Estação do ano: Primavera.

   Fogo: Elemento de ímpeto, desejo, mudança, força vital e criadora. É a magia em sua forma física, pois traz mudança, transformação em tudo o que toca - ao queimarmos um papel, mudamos sua forma lisa e reta para um punhado de pó. É um elemento poderoso, que traz acontecimentos rápidos e pode ser um pouco difícil de lidar.
   As correspondências do fogo são o desejo, a coragem, transformação, mudança, saúde e vitalidade, força, calor, brilho, luz, poder sexual, mas também o fogo criador, o espírito, a fé. É um elemento masculino, que ao mesmo tempo traz os instintos e a crença, os desejos e a vontade para criar. Auxilia em todo o tipo de cura, banimento e afastamento, destruição, purificação, uso de energias, confiança, amor próprio.
   Ponto cardeal: Sul.
   Representações: Velas, fogueiras, tochas, metais, brilho e luz de qualquer tipo.
   Elemental: Salamandras.
   Cores: Vermelho, laranja, amarelo.
   Estação do ano: Verão.

   Água: É o elemento das emoções, dos sentimentos, da intuição e do amor. A água rege tudo o que é interior e profundo, como as águas de um lago interno. Todo o tipo de sentimento profundo - excluindo os desejos, que são correspondência do fogo - é regido pela água.
   As correspondências da água são intuição, autoconhecimento, sentimentos, amor, amizade, felicidade, sonhos, fertilidade, purificação, prazer, tudo o que é fruto de nosso subconsciente ou de nosso coração. É um elemento feminino, que germina, tem o poder de gerar e trazer a vida. Auxilia em divinação, cura, purificação, limpeza, autoconhecimento, sentimentos, emoções, relações com outras pessoas e consigo mesmo.
   Ponto cardeal: Oeste.
   Representações: Líquidos - água, vinho, sucos -, cálice, animais marinhos.
   Elemental: Ondinas.
   Cores: Azul, branco, verde-claro.
   Estação do ano: Inverno.

   Éter: É o elemento da centelha da vida, das divindades, das manifestações de poder e magia. Ou seja, o éter são as próprias energias atuando em tudo! É o próprio universo e os Deuses, a modificação na realidade através da magia, a teia da vida. O éter representa todas as deidades, tudo o que é divino e sagrado, o conhecimento dos Deuses, a sabedoria sobre magia.
   Ele não tem correspondências exceto as próprias divindades, os seres mágicos, e a magia em si. Pois todos os Deuses e todos os seres mágicos podem utilizar a magia, ou seja, todos eles utilizam do éter. Da mesma maneira, todos possuímos o éter dentro de nós, pois temos vida, e temos capacidade de modificar a realidade através da magia.
   O éter é a transformação, a transmutação, a mudança feita através das energias, a centelha de divindade e de vida em tudo o que há. É a natureza selvagem, as civilizações, a movimentação dos planetas, o brilho das estrelas, o universo em um único elemento!
   A magia com o éter pode ser demonstrada em todo o momento de conexão com os Deuses, para qualquer finalidade, assim como a magia com estrelas e planetas, com a natureza e com a vida. Toda a forma de magia trabalha com o éter, pois ele é o criador de todas as outras energias e de todos os elementos.
   Ponto cardeal: Todos, incluindo o centro, o interior.
   Representações: Espirais, caldeirões, estrelas, universo, Lua e Sol, tudo o que demonstra modificação e transformação.
   Elemental: Não possui. Todos os seres que possuem magia em si pertencem ao éter - Deuses, Dragões, Unicórnios, Fadas, incluindo nós mesmos.
   Cores: Roxo, preto e todas as cores unidas - arco-íris.
   Estação do ano: Todas.

Os Elementos no Pentáculo!


Pentáculo com cada elemento em sua ponta correspondente.

   O pentáculo - ou pentagrama, caso esteja sem o círculo ao redor - possui, em casa ponta, um elemento correspondente. Por isto, é muito utilizado como um símbolo da bruxaria, bem como um poderoso desenho para qualquer tipo de magia.
   

   Invocando e banindo os elementos através do pentagrama!


   Este ritual é conhecido como "Ritual Menor do Pentagrama", e foi adaptado por muitos pagãos e bruxos cerimoniais da ordem Golden Dawn. É bastante utilizado entre círculos de Wicca Tradicional, mas muito interessante e útil para quem pratica bruxaria, mesmo sem ser wiccano.
   Quando você realiza este ritual, você invocará o elemento através do ponto de princípio de cada em no pentagrama. 
   Digamos que eu queira utilizar a água em um ritual, e a invocarei através do Ritual Menor do Pentagrama. Iniciarei um traçado de um pentagrama no ar - podendo ser feito com o athame, bastão, varinha, dedo ou até com um incenso - a partir do ponto da água. Este ponto e a direção estão indicados na imagem abaixo:

Estas são as ordens de início.

   Para banir o elemento utilizado, é feito da mesma maneira. Inicie um traçado com o pentagrama no ar, ou em alguma superfície, a partir do local de cada elemento. Assim, aquele elemento específico será banido.

Para banir, é feito da mesma forma, mas na direção oposta.

   Este ritual pode ser útil até mesmo para o próprio equilíbrio. Alguém que está com um elemento em excesso, de maneira desequilibrada, pode realizar o Ritual Menor do Pentagrama em si mesmo para voltar ao equilíbrio.
   Digamos que eu esteja muito agressivo, ciumento, irado com muita facilidade, e com todos os instintos e desejos aflorados. Isto pode ser um indício de que o fogo está excessivo em meu corpo. Desta maneira, posso realizar o ritual de banimento com o pentagrama em minha frente, para que eu retire o fogo que está desequilibrado em meu corpo, tornando tudo normal novamente.
   Ele pode ser feito não somente em pessoas, mas em qualquer situação. Rituais podem ser concluídos com banimento dos elementos através do pentagrama, para que nenhuma energia permaneça no local após o destraçamento do círculo.
   O éter não é utilizado nos rituais do pentagrama, pelo simples fato de que o éter é tudo o que existe, todos os tipos de energias que estão nos locais, toda a vida e toda a representação de natureza. Portanto, não há necessidade de bani-lo de algum local.

A sentir os elementos,
   Alannyë Daeris Aiodunn.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Valknut

   O Valknut, consistente de três triângulos entrelaçados, é um símbolo nórdico que pode ser conhecido também como Nó dos Escolhidos, ou Nó dos Caídos.
   Isto se deve pela etimologia do nome: "Valr" significa morte (da mesma maneira que Valkyr, as Valquírias, deidades que capturavam os mortos em batalha), e "Knut" significando nó.
   O Valknut pode ser representado tanto como três triângulos traçados uma única vez (como é o caso da imagem ao lado), ou três triângulos separados, o que é chamado de Anel de Borromeu.

   Este símbolo tem significados variados, e pode representar tanto a morte em batalha - que era algo muito apreciado, já que os combatentes seriam levados para Valhalla ou Folkvang, os palácios de Odin e Freyja, respectivamente -, ou também pode ser considerado um símbolo ligado ao três num sentido amplo, como o Triskele.
   Pode significar os mistérios envolvendo a morte, ou simplesmente o desconhecido, a passagem e a transição, Odin e os palácios em Asgard. Também pode ser tomado como símbolo das três faces do Deus, ou das três faces da Deusa. Como uma representação de morte, vida, renascimento, ou de todas as outras atribuições de símbolos trinos.
   Além disso, se considerarmos Yggdrasil e os nove mundos, o Valknut pode tomar uma característica de símbolo dos nove reinos, já que três multiplicado por três representaria então todos os nove mundos, unidos pela Árvore da Vida.
   O Valknut pode também ser relacionado e ter as mesmas atribuições do Aegishjálmr, capaz de inspirar medo e confusão nos inimigos, e de dar poder e coragem a quem o carrega consigo. Assim, torna-se um amuleto, um talismã a ser carregado sempre junto.
   Usar o Valknut em si  demonstra a Odin e Freyja que você está disposto a viver e morrer por eles, sendo então um alvo das Valquírias no momento de sua morte, que o levarão para Folkvang ou para Valhalla, onde você viverá com os Deuses, festejando até o Ragnarök.

Aegishjálmr

   Também conhecido como "Capacete do Terror", o Aegishjálmr era um símbolo muito utilizado pelos povos nórdicos. Geralmente, utilizado pela magia Seidr, ensinada pelas sacerdotisas de Freyja e dos Vanir.
   Não representa exatamente um capacete físico, embora fosse gravado entre as sobrancelhas de quem fosse para as batalhas, como um símbolo que representava a força, coragem, aumento de percepção e dos reflexos, e também acreditava-se que este símbolo inspirava o terror, alucinações e perturbações visuais nos inimigos, através da magia Seidr.
   Há algumas passagens que citam que o Aegishjálmr também conferia invisibilidade ao portador, e que este símbolo possuía mais poder quando estava em presença da bruxa ou praticante de Seidr que o traçou. Diz-se que as bruxas, chamadas de Völva, traçavam-no na testa dos combatentes, entoando encantamentos para a coragem e a força deste indivíduo, o qual diria ao final: "Ægishjálmr eg ber milli bruna mjer!", que significa "Eu porto o Ægishjálmr entre as minhas sobrancelhas!".
   O Aegishjálmr, então, é um símbolo tanto de batalha e proteção quanto uma representação de força física e mental. Foi muito encontrado em objetos, armas, armaduras e outros utensílios nórdicos, geralmente os utilizados em batalha, pois é um ótimo amuleto de proteção. O Aegishjálmr também representa todo o alfabeto Futhark - as runas nórdicas -, representando a magia Seidr de Freyja e Odin.

sábado, 25 de outubro de 2014

Roda de Hécate - Strophalos

   Roda de Hécate, Hecate's Wheel ou Strophalos são nomes pelos quais este símbolo é conhecido. Foi citado no Oráculo Caudeu, um texto escrito no século II d.C. Neste texto, o Strophalos é dito como sendo uma serpente desenhando um labirinto com seu corpo ao redor de um espiral.
   A serpente representa a sabedoria e o renascimento, e o círculo mais externo pode ser considerado tanto o universo como a unidade da Deusa Trina.

   Especula-se que este símbolo fora muito modificado, e remonta a muito antes da civilização grega. Não sabe-se exatamente de quando provêm a criação da roda, apenas pode-se estimar que seja da época das sociedades matriarcais, aproximadamente no 3º milênio a.C.
   É utilizado para representar Hécate, bem como Diana na cultura da Stregheria/Bruxaria Italiana. Também é usado como mandala para meditação, talismã, invocação e seu desenho pode ser refeito em círculos mágicos.
   No sentido mais amplo, pode ser utilizado em qualquer honraria à Hécate, ou Diana nos cultos diânicos. Representa a Deusa Tríplice, a sabedoria e o renascimento, o espiral da vida, enfim, são diversas as formas que o Strophalos pode ser utilizado e/ou interpretado.

domingo, 3 de agosto de 2014

Brigit

   Brigit, Bridget, Brighid, é uma das maiores deusas célticas. Ela era cultuada por todos os povos e aldeias do território celta, com as mesmas características - era uma das poucas deidades tão conhecidas e adoradas.
   Sua presença era tão forte que com a chegada do cristianismo, seu culto permaneceu, mas com o nome de Santa Brigit da Irlanda - que, na verdade, nunca deixou de ser a mesma deusa pagã. Brigit é uma deusa tríplice, por vezes considerada três deusas diferentes, e cada qual possui atribuições: a poetisa, a ferreira e a curandeira.
   Ela é uma deusa do fogo, pois o mesmo aquece as forjas, ilumina as velas e a mente dos poetas/bardos, e aquece os chás e poções dos curandeiros. Era principalmente cultuada pelos druidas, pois eles exerciam a poesia e a cura.
   Brigit é filha de Dagda, o deus supremo, e é uma das deusas do Tuatha de Danann. Esposa de Bres, o líder dos Tuatha, e com ele teve um filho, Ruadán.
   O sabbath do Imbolc é um festival de Brigit, onde ela é relacionada à chegada da primavera, bem como ao fogo. Também é cultuada por sua ligação com a cura, com o artesanato, a sabedoria, e proteção para a casa.

Cruz de Brighid, confeccionada com trigo.
   Seu símbolo é a Cruz de Brigit, geralmente confeccionada com trigo - uma planta solar, relacionada ao fogo que lhe é característico - ou com galhos, outros tipos de erva, e madeira. É bastante usada na porta ou na entrada das casas, para a proteção; é costume antigo colocá-la na cozinha para que não aconteçam acidentes com fogo. Também é considerado um ótimo talismã.
   Além da cruz, é costume do Imbolc e também do culto de Brigit, que se confeccionem bonecas de palha de milho. Geralmente deixa-se a boneca perto de uma lareira ou de velas laranjas, ligadas à deusa, para trazer suas bênçãos, sua sabedoria e sua proteção para a casa.


Uma oração para convocar Brigit para sua vida:

"Brigid, deusa vitoriosa da luz,
Cubra-me com teu manto sagrado,
Vigie-me sempre com teus olhos,
Proteja-me com teu cajado,
De manhã e até anoitecer,
Por onde eu andar ou estiver,
De dia ou de noite, que eu seja sempre protegida,
Honrada, acolhida e favorecida,
Brigid, Deusa poderosa e protetora,
Fique ao meu lado e seja a minha companheira,
Minha conselheira, guardiã e defensora!"

Fonte da Oração: A Naoimh Bhrid Gui Orainn

sábado, 28 de junho de 2014

Awen

   Awen é um símbolo céltico, considerado o símbolo do druidismo. A palavra "Awen" signfica inspiração, ou essência, e pode se referir à inspiração poética ou espiritual.
   É sagrado aos druidas visto que representa os três níveis de iniciação - Bardo, Ovate e Druida. Também relaciona as três formas de magia druídica - inspiração poética, metamorfose (shapeshifting) e profecia.
   Além de inspiração, o Awen denota o crescimento do espírito e o desenvolvimento da espiritualidade, observar e sentir a energia da natureza, e a conexão com o divino.
   Esse símbolo também representa a união harmônica entre opostos, bem como demonstra a importância do número três na cultura celta. Assim sendo, o Awen também celebra a triplicidade divina (observada no neopaganismo Wiccano na Deusa Tríplice e nas três faces do Deus), e todos os significados que a trindade pode significar: verdade, beleza e amor; físico, mental e espiritual; Deusa, Deus e Universo, nascimento, crescimento e morte, dentre vários outros possíveis.
   Pode ser utilizado como símbolo para invocar inspiração, harmonia, crescimento, triplicidade, criatividade, espiritualidade. Em rituais, também pode ser entoado como um mantra, desenhado ou traçado em amuletos, talismãs e utensílios mágicos para ampliar seu poder. São inúmeras as possibilidades de uso desse símbolo tão amplo e poderoso.

A me inspirar,
   Alannyë Daeris.

A Árvore da Vida

   A Árvore da Vida é um símbolo céltico, de ampla utilização pelos antigos druidas e pela sociedade no geral. Era um símbolo que representava uma das coisas mais importantes aos celtas: as árvores lhes davam vida, abrigo, alimento, combustível para aquecer-se e cozinhar. Com seus galhos era possível fazer utensílios e também armas para defender-se.
   As árvores não eram só utilizadas para fins materiais, mas também sacralizadas para serem utilizadas em rituais de encontro com as fadas, e com os deuses. Existe um oráculo céltico baseado no conhecimento e no estudo das árvores - o Ogham.
   Além disso, muitas lendas e histórias celtas possuem árvores como base; elas sempre possuíram, aos olhos daquele povo, conhecimento sagrado, poder curativo, abrigo, e sabedoria; também funcionavam como um portal para outros mundos, e mensageiras para os deuses e elementais.

   O Deus em sua face Green Man possui total ligação à natureza, em específico com as árvores. Da mesma forma, a face Deus Cornífero também é protetor das árvores e animais selvagens, tornando esse símbolo ainda mais poderoso.
   A Árvore da Vida é um símbolo de abrigo, e de proteção contra adversidades. Ela pode representar não só o Druidismo, mas também o Asatrú: o símbolo da Yggdrasil é uma Árvore da Vida. Ou seja, ela também estava muito presente entre os nórdicos, que consideravam a Yggdrasil como a árvore que sustenta todos os nove mundos. É também um reforço para a natureza e sua sacralidade. Existem diversas variações da Árvore da vida, mas sempre demonstram a copa e suas raízes destacadas.

Horned God/Deus Cornudo

   O Horned God é símbolo que representa o Sagrado Masculino, e é o equivalente à triluna na Wicca. É um símbolo de poder bastante relacionado à instintos, natureza, e a Deuses com masculinidade e virilidade aguçada no geral.
   Pode-se utilizá-lo para fertilidade ou proteção mágica, já que o Deus é quem guarda as entradas do círculo mágico e que protege os segredos da vida e da morte. Também é uma representação dos instintos e do poder masculino.
   Representa não somente o Deus Cornífero, mas também o Senhor das Matas (ou Green Man) e o Senhor das Sombras, pois todos mantêm os chifres característicos.

Ankh, ou Cruz Ansata

   A Ankh, Cruz Ansata, ou Anak, é um símbolo egípcio antiquíssimo. É o hieróglifo que corresponde à vida, e sempre teve um lugar de destaque na religião egípcia.

   Era simbolo dos faraós, sacerdotes e nobres, que corresponde à vida, bem como a fertilidade e a reencarnação. Era utilizado em rituais para convocar os deuses, em ritos de passagem, ou em despedidas de entes que iam de encontro aos Deuses, para a reencarnação.

   Ele significa a fertilidade pois une o masculino ao feminino, e tinha ligação direta aos principais deuses egípcios, Ísis e Osíris. Quando possui outras inscrições em seu interior, amplifica-se seu poder e sua utilização, que pode variar a uma grande gama de possibilidades. Da mesma maneira que o pentagrama, o Ankh pode ser utilizado como um poderoso símbolo de proteção, em colares e amuletos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Triluna, ou Lua Tríplice

   A Triluna, ou Lua Tríplice, como é conhecida, é uma representação das três faces da Deusa. Um dos maiores símbolos relacionados à Wicca atualmente, ela mostra a Deusa Donzela, a Deusa Mãe, e a Deusa Anciã em um único símbolo - da mesma maneira que a Triquetra.
   Era bastante comum que os povos antigos utilizassem fases específicas da Lua para designar suas deidades, mas o símbolo como o conhecemos hoje é atual, provindo do neopaganismo Wiccano contemporâneo.
   É um evocador das bênçãos da Deusa, sendo muito utilizado por para abençoar e consagrar objetos. É comum que sacerdotisas utilizem este símbolo em diademas para representar a Deusa que as preenche e as toca com suas dádivas.

A Triquetra

   A triquetra é um símbolo originariamente celta. Era usado para representar inúmeras triplicidades, como o inverno, primavera e verão, que eram as estações conhecidas; espiritual, mental e físico; nascimento, vida e morte; e, não menos importante, as três vocações de um druida.
   Hoje, é usado também por wiccanos para representar as três faces da Deusa - Donzela, Mãe e Anciã, bem como as faces do Deus: Cornífero, Green Man, e Senhor das Sombras.
   É empregado amplamente, seja em armaduras, talismãs, pedras, ou instrumentos mágicos em geral, pois representa uma grande forma de proteção. É um símbolo que demonstra ciclos, a continuidade da natureza e da vida. Para quem se interessa pelo culto aos Deuses célticos e pelo druidismo, a triquetra é um símbolo importantíssimo e bastante sagrado.

O Pentagrama

   É, provavelmente, um dos maiores símbolos de Bruxaria, e conhecido mundialmente como tal - embora seja associado, erroneamente, ao demônio cristão e ao mal, especialmente quando invertido.
   Mas e qual a verdadeira simbologia do pentagrama? Bom, podemos começar citando as cinco pontas. Cada uma pode representar diversas coisas, e em situações diferentes, é um símbolo muito útil e quase universal. Principalmente, na bruxaria, o pentagrama representa os cinco elementos: o éter - ou o espírito, o caos, o universo, as energias puras da natureza e da vida -, sempre no topo; a água, o fogo, o ar e a terra.
   Pode também demonstrar nosso corpo - membros inferiores, membros superiores e cabeça no topo -; pode citar as fases da vida: nascimento, infância, maturidade, velhice e morte; os elementos e o espírito, como é geralmente associado.
   A origem do pentagrama remonta de um período anterior à Mesopotâmia, onde era utilizado em inscrições reais, para demonstrar o alcance do poder aos quatro cantos.
   Além disso, pode-se observar a existência do pentagrama entre os Hebreus, Gregos, Celtas e Egípcios. Era utilizado, na Idade Média, como um símbolo de proteção, e também uma representação das chagas de Cristo - tendo sido amplamente associado aos cristãos daquela época. Entretanto, após as cruzadas, e no começo da Inquisição, um longo período de caça aos elementos considerados "hereges" e "demoníacos" por cristãos, o pentagrama foi associado à imagem do diabo que estes tinham em mente. Relacionaram-no ao "demônio", e assim, o pentagrama tornou-se para muitos, um símbolo de adoração ao maior adversário do cristianismo.
   Amuletos e colares com o pentagrama são usados para demonstrar não só a Bruxaria como crença/prática, mas também para proteção e harmonia. Podemos fazer o símbolo para protegermo-nos, saudar nossos altares e/ou amigos, abençoar a si mesmo ou outrem, decorar instrumentos mágicos e trazer poder a objetos, bem como inúmeras outras situações.