domingo, 2 de novembro de 2014

Nome Mágico


   Você provavelmente já viu ou leu em algum lugar sobre um nome diferente de algum bruxo. Meu nome mágico, por exemplo, é Alannyë Daeris - sim, um nome composto. E você também já deve ter se perguntado o porquê disto.
 
   Existe várias razões para se ter um nome mágico. É o nome pelo qual os Deuses, elementais, fadas, e todo o universo lhe conhecerá. É por esse pseudônimo que você praticará magia, e ele pode ou não ser exposto. Alguns pagãos mantém nomes mágicos como públicos, outros mantém seus nomes mágicos sigilosos. É uma escolha de cunho pessoal, e que diz respeito somente a você.
   Seu nome mágico pode ser escolhido através de um site de listas de nomes, pode ser um nome que você goste, um personagem da literatura que se identifique, ou mesmo um animal que você adora de paixão. Não precisa ser algo que faça sentido para os outros, mas sim para o pagão que o utiliza. Não tenha medo que o acharão estranho ou engraçado - é importante apenas para você, e se esse for o caso, mantenha-o em segredo.
   Apenas cuidado: não é recomendado adotar nomes de Deuses. É preciso muita ligação, conhecer muito bem aquela deidade, quais são suas características, suas atitudes, personalidade, e também pedir permissão para ela. Ao se nomear "Afrodite", por exemplo, você atrairá amor, beleza, mas também incorporará em sua vida pagã e pessoal coisas que podem lhe acabar deixando arrogante, fútil, com a sensualidade/sexualidade excessiva, enfim, todos os aspectos de Afrodite, mesmo os mais sutis e que não possuem muita visibilidade, acabarão influenciando em sua vida.

Nomes Mágicos ou Nomes da Arte?


   Nomes da Arte geralmente são secretos. E podem diferenciar do seu nome mágico também. Por exemplo, seu nome mágico e público pode ser "Myrr Dawn", e seu nome da Arte não ter nada a ver com ele. É, portanto, um nome secreto, que geralmente é utilizado somente com os Deuses ou em situações mágicas específicas. 
   Os nomes da Arte geralmente são conhecidos através de meditação. São nomes que revelam muito sobre você, e que não devem ser divulgados exatamente por isso: são formas de lhe trazer energias muito mais facilmente, e fazer com que elas lhe atinjam muito mais. Portanto, geralmente só é compartilhado com o cônjuge na ocasião do Handfasting*, como uma troca de laços e prova de confiança.
   Se você deseja um nome da Arte, medite e peça ao seu animal de poder, a sua divindade de culto, à Deusa e ao Deus diretamente, ou aos ancestrais, para que lhe atribuam o nome que está em sua alma. E não o divulgue, a menos que deseje atrair todas as energias que lhe enviarem - lembre-se que você pode não conseguir controlar essas energias, que elas podem ser ruins, e que você vira um alvo fácil de qualquer tipo de maldição, até mesmo os xingamentos inconscientes que podem vir a ser feitos em situações quaisquer.

*Handfasting: casamento pagão.

Encontrei meu nome mágico. E agora?


   Quando você tiver certeza de seu nome mágico, ou quando lhe for dado seu nome da Arte, você precisará se apresentar aos Deuses e Universo por este nome. Isso é feito através de um ritual, que pode ser este, ou um criado por você. Deixarei aqui o exemplo de ritual que fiz para a apresentação do meu próprio nome mágico.

   Em seu altar, ou em um local onde você não será perturbado, abra seu círculo mágico. Se seu nome possuir algo que possa lhe representar - por exemplo, se seu nome tiver algo ligado a lobos, coloque um desenho ou uma imagem impressa de um lobo. Se seu nome possuir uma planta, como "Jasmim", coloque um desenho ou algum pedaço ou incenso da própria planta no altar.
   Convide os elementais, os Deuses, e deidades específicas de seu culto, e diga:

Eu não sou mais o mesmo. 
Eu cresci e evoluí. Eu mudei. 
Eu sou quem se apresenta a vocês aqui
(Diga seu nome antigo) é quem fui
(Diga seu nome mágico) é quem serei
Meu antigo nome se foi no momento em que renasci.

   Escreva seu nome mágico em um papel, com cores que tenham ligação com sua personalidade. Passe o papel pelo incenso, dizendo:

Que (seu nome mágico) seja consagrado pelo ar
Que o ar me dê todo o saber, 
Toda a pureza do amanhecer
Durante todos os dias de minha vida.

   Passe-o pela chama da vela, dizendo:

Que (seu nome mágico) seja consagrado pelo fogo
Que o fogo me dê determinação,
Que a força e a energia das faíscas me ilumine
Durante todos os dias de minha vida.

   Jogue sobre o papel um pouco de água, dizendo:

Que (seu nome mágico) seja consagrado pela água
Que a água me dê a suave intuição,
Que me traga profunda compreensão,
Que me mostre os mistérios durante todos os dias de minha vida.

   Coloque um pouco de sal sobre o papel, ou um cristal sobre ele, dizendo:

Que (seu nome mágico) seja consagrado pela terra
Que a terra me dê força e estabilidade,
Que os Deuses me tragam prosperidade
Durante todos os dias de minha vida.

   Queime o papel no caldeirão, ou em um recipiente que possa conter fogo. Sem medo, com confiança, e sem receios, diga:

Eu agora sou (seu nome mágico).
Deuses, conheçam-me por quem sou
Abençoem a criança que se apresenta diante de Vós
 Pois a partir de agora, sou Seu filho
Meus olhos servirão para observar Seu brilho
E meus pés passarão a caminhar em Seu caminho.

   Agradeça aos Deuses, e medite com os mesmos. A partir de agora, esse é seu nome pagão, e é de sua escolha divulgá-lo ou não. É propício fazer este ritual de apresentação durante um Esbath de Lua Crescente, juntamente com rituais de início e de prosperidade, para o começo de planos e projetos.

Alannyë Daeris Aiodunn.

Os Três Pilares da Magia

   Apesar do que costuma ser difundido sobre bruxaria, que geralmente resume-se em poder amaldiçoar pessoas ou fazer poções de invisibilidade, sabemos que não é bem assim. Sabemos, também, que para que nossos feitiços, poções e magias deem certo, precisamos de três coisas muito simples:

Concentração, intenção e visualização.
   
   São as bases para qualquer feitiço, qualquer oração, qualquer coisa que você vá fazer direcionando a uma finalidade qualquer. Sim, você precisa saber se concentrar. Sim, você precisa ter a intenção ao fazer o ritual, e precisa concentrar-se nessa intenção. E sim, você precisa visualizar o que você está pedindo, visualizar a queima da vela elevando-o aos planos, visualizar o que acontecerá, o que você quer que aconteça.
   
   Concentração: a concentração definirá que toda a energia desprendida naquela situação, seja ela uma oração ou um ritual muito elaborado, será utilizado apenas para a finalidade que você está orando ou fazendo seu ritual. Sem concentração, você pode se distrair, e todo o esforço feito ali será jogado fora. 
   Caso você esteja meditando, por exemplo, e não esteja concentrado... você gostaria de estar conversando com alguém, desabafando, dando conselhos e tentando ajudar a pessoa, e ela estar simplesmente lhe ignorando, ou que nem mesmo esteja prestando atenção em você? Provavelmente não. Os Deuses, elementais, seres mágicos ou seja lá com quem você esteja meditando, também não gostariam disso. Portanto, concentração é a chave para qualquer meditação.
   Para treinar sua concentração, pratique com uma música baixa e calma, que lhe inspire tranquilidade, paciência, harmonia. Você não conseguirá se concentrar caso esteja com a mente repleta de pensamentos, sejam eles bons ou ruins. Por este mesmo motivo, não é recomendável que se faça qualquer coisa ligada a magia, mesmo uma simples divinação, com os sentimentos aflorados. Acalme-se, respire fundo, e deixe que a energia flua naturalmente através do seu corpo. Quando se sentir calmo e concentrado, prossiga no que deseja fazer.

Intenção: intenção é, sobretudo, sua energia direcionada. Intenção é aquilo que te levou a agir magicamente para resolver ou tentar lhe ajudar na situação que você precisa. E intenção também delimitará que aquilo que você esteja utilizando ressonará na mesma energia que você. Ou seja, quando você utiliza da queima de ervas em um ritual para prosperidade, por exemplo, você o faz com a intenção de trazer essa prosperidade. Tenha em mente essa prosperidade, saiba o que está fazendo e o porquê de estar fazendo, e também tenha certeza de que isso vai lhe ajudar, mas você precisa agir para conseguir o que quer.
   Por exemplo, acender uma vela vermelha porque você deseja paixão, e não colocar nela a intenção: "Eu quero encontrar uma paixão", pode acabar trazendo efeitos indesejáveis. Você pode acabar por ficar violento, ou atrair coisas que não eram de seu desejo - mas que, ao utilizar uma vela vermelha que tem por característica tanto a paixão e a volúpia quanto a violência e as emoções exageradas, você ficou sujeito a isto. Tudo por não direcionar sua intenção.
   Seja específico, mas não meça palavras ao elevar aos Deuses o seu pedido. Você quer resolver as coisas, quer que intercedam por você, não? Então converse com eles, explique-os os motivos, tenha em mente os porquês, e não minta a respeito. Para receber algo, deve também dar alguma coisa, e esse tempo, bem como o esforço que você fizer para conseguir o que deseja, com toda a certeza trará mais resultados.
   Exercícios para a intenção podem ser bastante simples: pense, com todas as palavras, com convicção e certeza, o que você quer fazer. Fale alto, grite, bata o pé e diga com confiança: eu quero e isto será feito. Tenha total crença no que está fazendo, no que acontecerá, e nas coisas que você alcançará através do esforço.

Visualização: sem a visualização, dificilmente a concentração e a intenção por si próprias vão agir suficientemente. Do que adianta você concentrar-se, direcionar a intenção, e acabar por não visualizar esta energia sendo depositada no lugar que precisa? Exatamente: não adianta. A visualização é, digamos assim, a cereja do bolo da magia. Ela fará com que as coisas saiam da forma que você imagina, e não de uma forma completamente diferente - e isto pode acontecer mesmo que você tenha feito tudo certinho, mas não visualizou corretamente no final.
   Por visualizar, entenda-se que é ter em mente o universo agindo para que as coisas deem certo da forma que você quer. Sabe quando você tem aquela vontade de comer um doce, e quando sai para comprá-lo, ele tem exatamente o mesmo gosto que você estava imaginando? Isso é visualização, e isto é ela se concretizando.
   "Mas eu fiz um ritual certinho, segui todas as instruções, só que no final, dizia que eu precisava visualizar a queima das ervas trazendo a prosperidade, e eu não sabia como visualizar." Talvez a prosperidade venha para você, mas em formas diferentes da que você queria. Para visualizar, você só precisa ter uma coisa: imaginação. Precisa ver, no caso, as chamas se transformando na energia para que sua vida prospere e dê frutos. Precisa sentir que as coisas darão certo para você, e entender que tudo acontecerá de formas que você não compreende, apenas manipula. Precisa saber que a magia parte primeiro de você, e sem confiança, sem crença ou visualização, ela não se concretizará.
   "Mas como eu posso treinar a visualização?" Bastante simples: comece com o círculo mágico. É o exercício mais simples e também o mais útil na vida de uma bruxa, pois o círculo mágico lhe acompanhará em todo o sacerdócio. Ao traçar o círculo mágico, veja e sinta as energias que você está manipulando, sinta-a fluir através do seu corpo, sinta-a lhe rodeando. Não precisa ter pressa, nem nervosismo, simplesmente deixe acontecer. 
   Como você imagina seu círculo? Como labaredas ao seu redor? Então visualize que as chamas seguem o movimento dos seus braços - através do seu dedo, do athame, do bastão, varinha, ou do que quer que seja que você esteja traçando o círculo mágico. Sinta o calor das chamas ao seu redor, e veja como você não se machuca ao estar rodeado por elas. Veja o fogo trepidando e queimando, seja ele muito alto ou apenas chamas tímidas a lhe rodear.
   Você visualiza seu círculo como várias flores a desabrochar? Muito bem. Ao traçar o círculo, visualize que suas mãos, ao passar sobre o chão, no ar, fazem com que a grama cresça lentamente ali, e que vários brotos e botões começam a surgir, abrindo-se em muitas flores coloridas, brancas, amarelas, enfim. Veja a natureza surgir através da energia que você está desprendendo, veja a grama verde-esmeralda brotar e dela saírem várias flores de acordo com o passar de sua mão.
   Independente de como você imagina seu círculo mágico, faça esse exercício diversas vezes. Veja-o, sinta-o, saiba que está rodeado pelo que você visualizou, e pratique a visualização sempre que possível. Não apenas com o círculo mágico, mas com orações, com velas, poções, feitiços, escudos mágicos, meditações, tudo.

   Divirta-se ao praticar magia!
Por: Alannyë Daeris.

sábado, 1 de novembro de 2014

Velas

   Talvez um dos símbolos da bruxaria moderna, as velas desempenham um grande papel em nosso culto pagão aos Deuses.
   Isto acontece não apenas porque o ato de acender uma vela em virtude de um desejo ou de alguma necessidade seja algo simples e uma forma prática de elevar nossos pedidos e nossos agradecimentos aos deuses; também se deve ao fato de que são algumas das ferramentas mais simples para se obter em casa. Não precisamos ser iniciados há anos em qualquer sistema ou tradição mágica para que possamos acender uma vela qualquer e fazer uma oração sincera.
   Podemos dizer que são também muito presentes em nosso cotidiano, não apenas quando falta luz durante o meio da noite, mas também em aniversários - o ato de apagar a vela ao fazer um pedido é essencialmente pagão, e este pedido é enviado ao universo com a intenção! Ao nos concentrarmos, definirmos a intenção que temos, e tenhamos vontade para que isto aconteça, as velas são ferramentas mágicas importantíssimas para que qualquer pedido se realize.
   As velas, através da queima, ascendem nossos desejos aos outros planos, seja para contatarmos Deuses ou dragões, por exemplo. Elas fortificam rituais, poções, divinações e qualquer outra atividade mágica que estejamos desenvolvendo, e podem participar de qualquer situação que seja. É comum, portanto, que ao lermos a respeito de rituais, vejamos pelo menos algum exemplo de: "Acenda uma vela de cor verde...". Por que isto acontece?
   Velas transmutam a matéria em energia, com a queima. Até mesmo o ato simbólico de acender uma vela tem seu significado: assim como os Deuses, a vela traz luz e calor para nossa vida. Além disso, estão fortemente ligadas a dois elementais: o do fogo, as Salamandras, por causa da chama; e o do ar, os Silfos, pela fumaça que se dissipa pela queima. As velas podem tanto liberar quanto bloquear energias, e isto varia de nossa intenção.

   Exemplos: Se utilizarmo-nas em um ritual para trazer prosperidade em nossa vida, então ela liberará energia a fim de auxiliar trazer esta prosperidade.
   Mas se, por exemplo, utilizarmo-nas em um ritual para banir determinadas energias de adentrarem em nossa vida, então ela bloqueará as mesmas.

   Além disso, a quantidade de velas influenciará e nos trará mais ou menos energia, e devemos estar atentos para isto nos rituais. Se for criar um grande ritual e precisar de muita energia para isto, ótimo! Acenda diversas velas, mas lembre-se que você precisará lidar com toda aquela energia, e dispersá-la/bani-la ao final do ritual, ou a energia acumulada continuará no recinto e isto pode vir a trazer problemas como dores de cabeça ou cansaço físico.
   Geralmente, a forma como a vela é não influenciará em muita coisa, a menos que seja realmente necessário, de acordo com o ritual ou com a magnitude da sua necessidade, que você utilize uma vela grande, de nove dias, por exemplo. Mas, para um feitiço simples, pode-se utilizar as velas palitos, velas redondas, flutuantes, piramidais, de sete dias, enfim, a que você achar mais coerente com o ritual.
   A cor da vela influencia diretamente no poder que ela terá sobre determinadas áreas. Por este motivo, geralmente há a restrição em rituais para que as velas tenham uma cor específica. Esta cor provavelmente estará ligada com a finalidade do ritual ou feitiço, e ampliará seu efeito, surtirá mais fortemente o que você deseja.
   Algumas cores estão relacionadas e são símbolos de Deuses, e isto serve para honrá-los também! Ofertar uma vela cor-de-rosa para Afrodite provavelmente a agradará mais do que ofertar uma vela preta. A intenção é o que vale, realmente, mas algumas coisas podem modificar ou influenciar muito no efeito que desejamos, ou até mesmo trazer exatamente o oposto do que queremos para nossa vida.
   Velas untadas com óleos e com ervas também auxiliam na liberação ou no bloqueio de energias e desejos. Mas assim como as cores, devemos estudar e ter certeza de qual erva utilizar para cada situação - facilita caso o ritual ou poção já esteja pedindo queima ou utilização de ervas específicas -, e assim, podermos ampliar esta energia e usá-la ao nosso favor.
   Untá-las com óleos e então rolá-la em ervas maceradas ou reduzidas a pó é uma ótima maneira de fortalecer sua utilização. Inscrever símbolos, sigilos, desenhos, runas ou palavras no corpo da vela também influencia na transmutação, e é bastante interessante mesmo para rituais pouco elaborados. Mas é preciso que você visualize e utilize a energia desta vela em meditação - o ato de acendê-la sozinho não trará o que você precisa.

Relação de cores para velas


Branca: a vela branca traz paz, união, calma, tranquilidade, espiritualidade, harmonia. Fortalece orações e pedidos, e também pode ser utilizada como uma vela "neutra": você pode utilizá-la como base para rituais, caso não tenha a cor de vela necessária no momento. Apenas alerto que é preciso que você tenha uma visualização forte e saiba direcionar sua intenção, então, não recomendo que seja feito por alguém inexperiente.

Vermelha: paixão, poder sexual, coragem, atração, força, vitalidade, beleza, instintos. É uma vela um tanto "forte", porque se relaciona com coisas muito poderosas - o amor desenfreado e a violência, a raiva e as paixões alucinantes. Precisa também ter uma visualização e uma intenção muito bem direcionadas.

Rosa: amor, sentimentos leves, delicadeza, afeição, amizade, doçura. Também pode ser ligada à sensualidade, bem como ao sexo, mas de uma maneira diferente da vela vermelha. Deusas do amor são muito ligadas a esta cor de vela.

Amarela: intelecto, comunicação, criatividade, raciocínio, memória, imaginação. A vela amarela é ótima para ofertar a elementais do ar, e reforça suas características. É muito boa também para espantar a timidez ou trazer a imaginação reforçada.

Verde: natureza, saúde, estabilidade, fertilidade, sorte, harmonia, vigor. Ótima para rituais que sejam direcionados à cura, para ofertar à deuses da terra ou deusas-mãe, para ajudar em situações que precisamos de nosso corpo ou também para harmonizar.

Azul: inspiração, mistérios, tranquilidade, proteção, emoções. É a cor da água e também símbolo do ar, então é ótima para trabalhar com as características aquáticas e de regência das Ondinas. Muito utilizada também para criar escudos mágicos e reforçar nossa proteção pessoal e de determinadas pessoas ou objetos.

Violeta: é a cor do ocultismo, do mistério, da espiritualidade, do idealismo, e do poder da mente. Precisa de visualização, de influência maior da magia em sua vida? Use a vela violeta, roxa ou lilás. É o ponto de equilíbrio entre os planos, é a cor da transmutação e da união dos extremos.

Preta: amplifica os efeitos de liberação ou banimento. Ou seja, é ótima para atrair ou banir o que você deseja, desde que saiba lidar com essa energia, que é muito mais forte que as das outras cores de velas. Assim como a vela branca, pode ser utilizada como uma vela "neutra", se você tiver a visualização suficiente para atribuí-la as características necessárias da cor que você quer para a utilização.

Prateada: é a cor da Lua, símbolo de metais, da Deusa, do sagrado feminino, da beleza. É ótima para clarividência e divinação, intuição, inspiração, bem como tudo o que a Deusa significa.

Dourada: é a cor do Sol, também é símbolo de metais preciosos, do Deus, do sagrado masculino, e da força. Ótima para reforçar aspectos masculinos, como a atitude e os instintos fortificados.
 

Dicas:


  • Não é usual nem recomendado que se reutilize velas para rituais diferentes, ou para finalidades diferentes. A energia que você utilizar, e a intenção que você terá ao queimar a vela influenciará em todas as outras utilizações da mesma. 
  • Se dedicar uma vela grande para uma deidade específica, não a utilize em outro ritual! Isto pode ser uma desonra àquela deidade, e ela pode acabar por não surtir o efeito desejado - ou até enviar-lhe o oposto do que você queria com o ritual.
  • Não exagere na utilização para rituais específicos. Pode acabar trazendo excesso, e isto pode acabar piorando a situação que você estava tentando consertar. Da mesma forma, se você sabe que precisa de pelo menos três velas para aquele ritual, utilizar somente duas, ou apenas uma, provavelmente fará com que toda a energia e o tempo gasto naquele ritual acabe dando em nada.
  • Não acenda uma vela para depois pensar no que deseja fazer com aquela energia. Saiba o que você precisa, tenha certeza do que fará, e então visualize e acenda-a, tendo a intenção e o desejo em mente. É importante, por isto, arquitetar nossos rituais com antecedência. 
  • Seja específico. Acender uma vela cor-de-rosa, pensando em amor, mas sem especificar que quer encontrar alguém que te ame e queira namorar contigo, pode acabar lhe trazendo uma boa amizade - que também é uma forma de amor - ou você pode até acabar ganhando um cachorrinho. Você pediu amor, mas não especificou, então poderá acabar recebendo qualquer forma de amor.
  • Deixar a vela queimar até o final é escolha sua, a menos que o que você esteja fazendo realmente peça isso. Se resolver guardá-la, recomendo que lave o corpo da vela em água corrente, visualizando-a livre de qualquer energia ou intenção que você tenha depositado anteriormente. Ainda assim, evite utilizá-la com uma intenção oposta do que havia utilizado antes.
  • Se você precisa de um ritual rápido e simples para lhe ajudar em alguma situação, desenhe em um papel um símbolo, uma runa, ou escreva o que você quer, e enrole ao redor da vela, visualizando durante a queima o seu pedido se realizando, as chamas elevando aos outros planos o que você está pedindo.

Os Gnomos

   Gnomo, ou Duende, é como são conhecidos os elementais da terra. São conhecidos por serem pequenos seres, tanto homens quanto mulheres, que se vestem de forma engraçada e são muito familiares. Se parecem com pessoas como nós, mas muito pequenos e alegres, amorosos e trabalhadores.
   Eles habitam toda forma de terra, seja ela em uma floresta, em um campo aberto, no quintal, ou na mais íngreme cadeia de montanhas. Eles fazem parte da natureza e ajudam na manutenção dela, cuidam das flores, das árvores, dos animais, e adoram as cozinhas das casas, bem como as famílias reunidas.
   Os Gnomos também atuam nos minérios como o ouro, a prata, os cristais e todos os outros que são retirados do interior da Terra, assim como também habitam todas as camadas dela, até o núcleo extremamente quente. São muito trabalhadores e gostam de ter famílias grandes, ter pessoas em volta, animação, festa, e companhia.
   Eles são amorosos, simples, são como sábios que não se importam com riquezas, apenas com simplicidade, felicidade, com a família e a proteção da mesma. Inspiram estabilidade, tranquilidade, força e simplicidade também, pois veem a beleza e o amor nas maravilhas da natureza, desde o menor broto até a maior das montanhas. Apreciam nossos sentimentos de acolhimento e de segurança, nossos aspectos mais familiares e íntimos, nossas relações com amigos próximos e as celebrações da natureza.
   Gnomos nos levam a ser mais fortes para o cotidiano, a enfrentar com naturalidade o dia-a-dia corrido e cansativo, e nos mostram que não precisamos de muito para sermos felizes. Nos inspiram a simplicidade, a estabilidade familiar e financeira, a disposição e a saúde em alta. A saúde talvez seja o ponto mais forte do elemento terra em nosso corpo, e por isto é importante que tenhamos uma conexão com os Gnomos nas horas em que nosso sistema imunológico falha. O desequilíbrio pode nos deixar muito caseiros, indispostos, cansados, e com a saúde fraca, sem vontade para nada.
Símbolo alquímico da terra.
   O símbolo da terra pode ser utilizado como forma de convidá-los para rituais, poções, magias de cura e tudo o que for necessário. Também podemos utilizar flores, plantas, sal, cristais, minerais, madeira, qualquer coisa que provenha diretamente da natureza.
   Os Gnomos habitam todas as formas de manifestação da terra, desde montanhas e montes até campos e florestas. Também estão presentes na nossa saúde, vitalidade, estabilidade em todos os campos - financeira, emocional, familiar, e do nosso corpo. O cansaço e a preguiça nunca estão presentes quando temos conexão com estes elementais!
   As velas para representá-los podem ter cores da natureza, como o verde, marrom, e cores de minérios e cristais também, como o prateado ou o azul. Os deuses que possuem forte conexão com os Gnomos são os as deusas-mãe (por causa das famílias), e também deuses da terra, ou ainda do submundo.
   Você pode pedir para os Gnomos, através do contato com a terra, do toque de um cristal, de uma vela, enquanto saboreia uma fruta, enfim, que moderem ou que fortaleçam seus laços familiares, que tragam estabilidade para sua vida e também para que o livrem da preguiça e do cansaço, para que você possa seguir em frente com seu cotidiano, para estar sempre ativo e livre de doenças para enfrentar o trabalho, os estudos, ou seu dia-a-dia em casa. As meditações com eles costumam ser uma conversa bastante familiar, e eles lhe aconselharão como uma pessoa da família, como um avô sábio, e serão bastante sinceros ao lhe puxar as orelhas caso você precise. Mas não seja egoísta ou aja apenas por benefício próprio, ou todo o esforço que você fizer para tentar conseguir sua ajuda irá por água abaixo...

As Salamandras

   Salamandra é como são conhecidos os elementais do fogo. Geralmente se parecem com pequenos lagartos em chama - o animal salamandra -, parecidas como as Fênix, ou ainda como uma mulher de cabelos flamejantes e toda envolta em fogo. Podemos vê-las nas chamas das velas, e a forma como você a imaginar será a que elas aparecerão para você.
   As Salamandras representam a volúpia, as emoções ardentes, a paixão, a adrenalina, coragem, diversas são as formas de atuação delas. Elas trazem o calor e a luz, e são a vitalidade em si, gostam de agitação, e de muita emoção. Lembrando que apesar dos sentimentos serem do domínio das Ondinas, as Salamandras os despertam de forma diferente, são aquelas emoções ardentes que nos afetam por inteiro.
   Sabe aquele seu conhecido que é esquentadinho, que tem pavio curto e se irrita ou se incomoda com facilidade? Assim é uma Salamandra. Elas não são más, mas não tem paciência para futilidades ou para pequenices. Gostam das coisas diretas, curtas, sem enrolações, e não se importam muito com pormenores. Assim como o fogo, elas são impetuosas e influenciam em tudo ao seu redor; é difícil controlá-las, e pior ainda tentar subjugá-las.
   As Salamandras nos levam a ter mais coragem, força, vitalidade e auto-confiança. Com elas, temos noção de quem somos e quem podemos ser; reconhecemos nossos pontos fortes e conseguimos lidar com nossos pontos fracos, nos tornando mais confiantes e donos de si. Também aumentam nosso desejo sexual, mas em excesso, podem nos tornar pessoas de convívio difícil, arrogantes, irritadiços, até mesmo violentos.
Símbolo alquímico do fogo.
   O símbolo do fogo pode ser utilizado para representar as Salamandras e para convidá-las aos rituais, poções, magias e outras coisas que você precise de algo delas. As variações são o próprio fogo, velas, e incensos.
   As Salamandras habitam qualquer foco de calor ou qualquer chama, por menor que seja; a luz é uma das formas de representá-las. Também estão presentes em nós, nas emoções mais fortes que possuímos - paixão, raiva, desejo sexual -, e no sangue, na adrenalina. Podemos utilizar animais como a própria salamandra, leões, ou a fênix.
   Velas e cores que as representem são as variações do vermelho e do amarelo, passando por dourado e laranja. Estão ligadas a deuses da paixão, da guerra e também do fogo. Tyr é um exemplo de deus da guerra que pode ter relação com as Salamandras.
   Você pode pedir aos elementais do fogo, através das chamas de uma vela, do queimar de um incenso, dos vapores ou do calor, que elas lhe fortaleçam a vitalidade, a força, a coragem, os desejos sexuais, a auto-confiança e o amor próprio. Também pode-se pedir que elas controlem estes sentimentos, o ódio e a volúpia. As meditações com elas costumam não ter enrolações - se você quer algo, diga francamente, não faça rodeios! Elas se irritarão e cansarão de estar ali, e podem até mesmo lhe ignorar. Então, seja sincero, e não espere que elas lhe deem conselhos, elas serão tão diretas quanto devem ser.

As Ondinas

   Ondinas, sirens, ou ainda sereias, é como são conhecidos os elementais da água. Elas são bastante conhecidas por serem mulheres com rabo de peixe, entretanto, não há apenas Ondinas fêmeas, existem também Tritões, que são Ondinas machos.
   Ondinas habitam todo tipo de água, seja ela do mar, de rios e lagos, de uma cachoeira, ou até mesmo seu cálice é uma forma de contatar uma. Assim como os Silfos estão presentes na nossa respiração e pensamento, as Ondinas estão presentes nas nossas emoções, lágrimas, e em todo nosso corpo, que é formado por água por grande parte.
   Elas trabalham para a manutenção da água, e é fácil que vejamos-as: a chuva, as nuvens - que são uma "associação" de Silfos e Ondinas -, os vapores úmidos de quando cozinhamos, na neve, nas enchentes, embora elas não gostem de água suja.
   As Ondinas são sensíveis, emotivas, delicadas e amáveis, e nos inspiram todos estes sentimentos. Elas gostam de conversas sobre emoções, sobre nossa vida, são como melhores amigas, e sempre se interessam por qualquer tipo de desabafo. Apreciam a sensitividade, o amor, e como regem este sentimento também, podem ser relacionadas à sensualidade - que é um símbolo recorrente quando imaginamos sereias.
   Elas nos levam a ser mais receptivos, sentir mais, ter desejos e despertam todos os sentimentos e emoções que podemos ter, nos trazem sonhos e sensualidade, bem como são fortemente relacionadas à arte e à criatividade, que são a mais pura forma de expressão das emoções. No entanto, o desequilíbrio pode levar-nos a sentimentos descontroladamente exagerados, excessos, e emoções exageradas - qualquer situação pode nos deixar completamente tristes, ou a solidão facilmente nos chateia e nos leva a melancolia.
Símbolo alquímico da água.
   O símbolo da água pode ser utilizado para representar as Ondinas, e também para convidá-las para rituais, poções, magias, enfim. Pode-se utilizar a água, conchas, pérolas, coisas que venham do mar.
   As Ondinas habitam todas as formas de água, desde a chuva até nosso sangue, nossas emoções, sentimentos, criatividade, imaginação, amor, a vida em si. Fazem parte de toda forma de vida, e animais que podem ser utilizados para representá-las são qualquer forma de animal aquático: peixes, cavalos marinhos, ou as próprias sereias.
   Velas e cores para elas são as de tonalidade azul, verde-claro ou branco, e os deuses que são relacionados a eles são os de dominância sobre as águas e também os deuses do amor e sentimentos no geral: quem melhor para representá-las do que Afrodite ou Iemanjá, que também é uma deusa fortemente ligada às Ondinas?
   Você pode pedir a elas, através de um incenso ou vela, ou visualizando-nas em um copo d'água, para que fortaleçam suas emoções e sentimentos, que lhe ajudem com a criatividade e com a imaginação, com o amor, ou qualquer forma de emoção - você também pode pedir-lhes a moderação nestes sentimentos, por que não? As meditações com elas costumam ter muuita conversa, desabafos, e pode ter certeza que elas adorarão ouvir sobre o que você está sentindo, ou lhe ajudar com as mais diversas situações. Seja sincero, e deixe que elas lhe ajudem com suas emoções.

Os Silfos

   Silfo é o nome dado aos elementais que regem o elemento ar. São descritos como geralmente sendo parecidos com fadas, possuem asas delicadas e podem ser tanto moças quanto podem ser assemelhados a sábios. Suas asas podem ser como as de uma borboleta, mas também podem ser feitas somente de ar. São geralmente muito sábios, interessados, gostam muito de conversar e contar histórias, são velozes e animados.
   Silfos representam o pensamento em si próprio, e a velocidade. São rápidos, sagazes, e estão presentes na nossa respiração, no nosso raciocínio, no conhecimento e na sabedoria. Os ventos atravessam o mundo e sabem tudo de todos os locais, não? Assim são os Silfos.
   Eles gostam de ter informação, de saber mais, de sempre estar presentes nas histórias e vivenciar isto. Apreciam a inteligência, a criatividade, a sabedoria, apreciam a arte e a música, que também é algo que eles possuem ligação - o que seria de uma flauta sem o ar? De uma guitarra, ou do ribombar de um tambor, caso não houvesse o ar para disseminar o som?
   Os silfos nos levam a ter mais criatividade, pensar mais, desejar conhecimento, tornar-nos mais comunicativos - afinal, eles amam histórias, contos, compartilhar sabedoria! -, mas em excesso, podemos tornar-nos muito falantes, e o efeito contrário acontecer: acabar com toda a nossa inspiração ou sabedoria, e acabarmos por ficar muito introspectivos e sem desejar nem mesmo qualquer atividade em companhia.
Símbolo da alquimia para o ar.
   O símbolo do ar pode ser utilizado para representar os Silfos, e também para convidá-los em determinados rituais, magias, poções, enfim. Além disso, variações que representem as brisas, as nuvens, ou até notas musicais, podem ser utilizadas.
   Os Silfos habitam as brisas mais leves, as ventanias, os ciclones e furacões, a música, a comunicação, a inteligência, a imaginação, criatividade e o pensamento. Podemos utilizar como símbolos os animais que voam, desde falcões e águas até borboletas.
   Velas para eles e cores para o altar que representem o ar podem variar desde o branco, o cinza, prateado, até o azul claro e o amarelo. Os Silfos podem ser ligados a deuses que prezem a inteligência, a criatividade e o conhecimento, como deuses da música, da arte, e da sabedoria.
   Você pode pedir aos elementais do ar, através da fumaça de um incenso ou de uma vela, de uma música ou até mesmo ao sentir alguma corrente de ar, mesmo que fraca, ajuda com o raciocínio, com o conhecimento e a criatividade, e a comunicação. Meditações com eles costumam ser bastante alegres, pois gostam muito de brincadeiras e também de compartilhar histórias, então prepare-se para ouvi-los e para contar boas coisas - mas não seja fútil! Seja criativo, mostre-lhes que você pode ser alguém que valha a pena acalmar-se para ouvir, e não seja hostil ou irônico. Você verá o quanto pode alegrar-se, ou o quanto pode tornar-se alguém falante e criativo com a presença do ar em sua vida.

Elementais

   Elementais são seres etéreos, ou seja, feitos de energia, que controlam e manipulam determinados elementos da natureza. Existem quatro tipos de elementais, que são organizados de acordo com o elemento que possuem ligação:

Ondinas são os elementais da água.
Silfos são os elementais do ar.
Salamandras são os elementais do fogo.
Gnomos são os elementais da terra.
 
   Isto, no entanto, não quer dizer que apenas Gnomos sejam capazes de modificar e moldar a terra e a natureza. Sabemos que Gnomos são os responsáveis por isto, mas não quer dizer que apenas eles podem fazê-lo. Existem fadas - e não apenas fadas -que também atuam no equilíbrio da natureza, controlando a terra; dragões também podem modificar isto, assim como deidades, ou elfos. Diversos seres mágicos atuam em diversos elementos, mas sendo estes quatro que possuem uma atuação mais forte e uma presença sempre grande em qualquer representação do elemento. Um copo d'água sempre terá uma Ondina, assim como uma chama, por menor que seja, sempre abrigará uma Salamandra. O inverso não acontece - nem toda árvore obrigatoriamente possui uma ninfa, ou uma dríade.
   No xamanismo, os elementais são vistos como ancestrais, como espíritos da natureza, que se apresentam na forma dos elementos em si. Utiliza-se rituais e magias para cura e para diversas finalidades com os elementais, meditações e oferendas para honrá-los.
   Elementais equilibram o universo, para que nunca haja excesso de nenhum deles, bem como ajudam na manutenção de nosso próprio equilíbrio. Nós somos regidos e também regemos os quatro elementos, bem como o éter, e por isto, podemos nos desequilibrar. Elementais nos ajudam a fluir nossa vida, assim como ajudam a fluir o ciclo da natureza, ou a vida selvagem.
   Quando acendemos uma vela, por exemplo, estamos criando uma ligação com uma salamandra, ou seja, o espírito de fogo que habita aquela vela. Quando apagamos o fogo, ele se dispersa, e sua energia retorna para o universo, para seu plano astral.
   São variáveis, e não possuem corpo físico. Possuem, no entanto, uma forma que os veremos, e que provavelmente será de acordo com a forma que os imaginamos; se eu imaginar um elemental da água, uma ondina, como sendo uma sereia, provavelmente eu a verei como uma. Se eu imaginar uma salamandra como sendo uma ninfa rodeada por fogo, então provavelmente, ao meditar ou entrar em contato com uma, ela se mostrará assim para mim.
   Cada elemental possui áreas que pode influenciar e manipular, pois é feito de pura energia, e do elemento que rege. Aprofundarei isto na série sobre os elementais.
   É comum que se convide os elementais para o círculo mágico, quando se faz a abertura para os quadrantes, e isto é feito através de palavras ou do pensamento para que os chame. Pode-se convidá-los citando suas regências, ou apenas pedindo que estejam presentes com sua energia, caso queiram. Também há meditações e rituais que utilizam os elementais como forças de ação em nosso plano, para que nos ajudem e nos inspirem em determinadas situações.
   Podemos oferecer estátuas, desenhos, coisas que lembrem os elementais para que isso traga-os para nossa vida. Por exemplo, uma concha bonita pode ser consagrada e ofertada para as ondinas, dizendo a elas que você deseja o amor, os sentimentos, a clareza, ou qualquer outra característica delas em sua vida, e então colocando a concha em seu altar, no altar para os elementos, ou em algum local próximo a você. Mas lembre-se que pedir a presença permanente de apenas um elemento em sua vida trará um desequilíbrio nas suas atitudes, pensamentos, e até em situações que você não controla.

Seres Mágicos

Miranda, John Waterhouse (1916)
   Você com certeza já ouviu falar em gnomos, fadas, duendes, ou criaturas místicas, como o unicórno. Eles existem, e estão em todo lugar.
   Seres mágicos são entidades, espíritos da natureza, que ajudam na manutenção da vida, em todas as coisas que permeiam o mundo. São etéreos, ou seja, feitos completamente de energia.
   Podemos citar como seres mágicos: dragões, fadas, fênix, elfos, unicórnios, enfim, inúmeros são os seres mágicos que existem. Eles possuem quantidade de poder de acordo com o que podem manipular ou influenciar. 

Exemplo: dragões podem influenciar nas cinco esferas: água, fogo, terra, ar, e éter/espírito. 
Exemplo 2: Deuses, por exemplo, podem influenciar e lidar com todas, e ainda mais esferas que nem mesmo conhecemos ou podemos compreender. Possuem afinidade com determinadas situações, que é o exemplo de Yemanjá, uma deusa ligada fortemente à água.

   As capacidades de cada ser mágico, então, dependem do âmbito que eles possuem mais poder, como uma fada da floresta provavelmente possui mais poderes e influência ligados à terra e talvez à água. 
   Seres mágicos podem ser nossos guardiões, amigos, ou podem participar de nossos rituais quando convidados. Através de meditação, podemos pedir que um ser mágico venha a contatar-nos, podemos oferecer-lhes altares e também fazer oferendas assim como fazemos aos deuses. 
   Guardiões elementais podem ter qualquer função determinada por você, desde que sejam alimentados com alguma fonte de energia - explicarei mais a respeito futuramente. Ou seja, em síntese, seres mágicos participam e atuam em nosso plano, como protetores, guardiões, e regem determinadas áreas, que podem ser terra, água, fogo, ar, ou o éter. Podem reger mais de um elemento - como as fênix regem o fogo, o ar e a terra, mas não a água -, ou todos, como os dragões.

Oração de Odin

As florestas sibilam, os oceanos clamam
Os corvos planam através de todos os céus
No interior dos cantos de Asgard
Onde Odin ouve a incisão, mesmo que longe.
No Sleipnir, ele cavalga através dos céus,
Observa o sangue derramado em sua frente
Comanda as Valquírias para levá-lo para casa,
Para que sente-se e observe no trono de Odin!

Ouça meu chamado,
Minha alma também pertence a si
Para que eu possa descansar com você!


Odin's prayer

The forests sing, the oceans cry.
The ravens soar through every sky.
Into the corners of Asgard.
Where Odin hears the score, thus far.
On Sleipner, he rides on through,
Surveys the bloodshed before you
Commands Valkries too fly you home,
Too sit and serve by Odin’s throne!

Hear my call,
My soul belongs too thee
So I may rest with you!



   Encontrei esta oração - não me recordo a fonte - e traduzi-la, então, adaptando algumas coisas.