domingo, 2 de novembro de 2014

Od(e)

Atravessando os céus, observei cada luz lá, embaixo, tão embaixo
Devaneei, pensando em que coisas estaria você fazendo
Talvez folheando cuidadosamente algum livro, com seus dedos sinuosos a quase acariciar as finas páginas...?
Ou, quiçá, espalhando seus cachos pelo travesseiro macio, agitando-os de tempos em tempos, revirando os cobertores...
As luzes afastavam-se, e por ora, sumiam, com a passagem alva de esparsas nuvens pelo horizonte noturno
Ainda assim, eu podia sonhar
Observar as estrelas a brilharem cândidas no manto do universo,
Ser a platéia do espetáculo mais mágico da natureza
E alcançar a luz do luar em um, apenas um relembrar
Dos teus olhares que eu tanto adoro amar.

   Este poema, de minha autoria, é dedicado à Freyja e seu lamento a Od, seu marido ausente. De acordo com a mitologia Nórdica, Freyja chora lágrimas de ouro pela saudade, e viaja com sua carruagem carregada por dois gatos, à procura de seu marido perdido Od. Não se sabe muito sobre este humano, com quem a deusa possui duas filhas.

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